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Terceirização e privatização

O governo federal golpista vem anunciando de forma atravessada, que é para ninguém entender mesmo, reformas trabalhistas. A alegação da classe empresarial, totalmente internalizada pelo governo, é de que a CLT é muito antiga, da década de 40, e não acompanha as mudanças nas relações de trabalho do mundo moderno. Tudo balela para tirar os direitos dos trabalhadores.

Sem mexer na lei, as relações hoje são extremamente desfavoráveis ao trabalhador e com elas, vão piorar. Vamos retroceder ao tempo da escravidão. Houve várias mudanças desde a era Vargas, que melhoraram as coisas, mais a ideia seria avançar e não retroceder. Flexibilizar significa penalizar o trabalhador.

A passos largos segue o projeto da terceirização e privatização das empresas públicas, que não trazem nenhuma vantagem ao trabalhador. Algumas empresas já deram passos adiante, no sentido da quarteirização e até quinteirização.

Com o adestramento do movimento sindical fica mais fácil implementar esse projeto de livre transito das empresas, que só aumentam o lucro do patrão e achatam ainda mais a classe trabalhadora. Por isso, o movimento sindical deve repensar urgentemente sua atuação. Enquanto for interessante para a classe empresarial, esse movimento sindical vendido vai existir. Mas até quando?

Os trabalhadores também têm que tomar consciência de que do jeito que está o movimento sindical não representa a classe de forma satisfatória. Deve cobrar de suas entidades representativas mais rigor na negociação. Deve pegar no pé dos dirigentes com relação às flexibilizações que já existem hoje, como o trabalho temporário, que não exige carteira de trabalho, um absurdo a ser corrigido.

A situação está chegando a um ponto insuportável, em que os direitos adquiridos com muita luta estão prestes a serem jogados na lata do lixo. Ou o movimento reage, ou tudo estará perdido. É hora de se desapegar ao pequeno império que é o sindicato e encampar a luta. Voltar a ser sindicato.

Acorda, sindicato!

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