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Teste de DNA

Na entrevista concedida ao jornal A Gazeta, o governador Paulo Hartung (PMDB) desafia o entrevistador ao encontrar suas digitais nos palanques municipais, sobretudo na eleição de Vitória. A coluna não está interessada na garrafa de “vinho de qualidade” prometida pelo governador ao repórter, mas não seria difícil conquistá-la. As pistas para encontrar o DNA do governador em alguns palanques são bem claras. 
 
O governador diz que a presença de seu ex-subsecretario da Casa Civil, Roberto Carneiro, e do secretário de Ação Social, Rodrigo Coelho, no palanque do pré-candidato Amaro Neto (SD) não podem ser identificadas como digitais. Ele usa como justificativa para isso a presença de Robinho Leite na campanha de Lelo Coimbra, ou do secretário de Agricultura Octaciano Neto na natimorta campanha de Luiz Paulo Vellozo Lucas. 
 
Não se pode dizer que Robinho e Octaciano são grandes puxadores de votos, já Roberto Carneiro, além de levar o PDT de Vidigal para o palanque de Amaro Neto já entra em uma campanha com volume de votos, sem falar que estamos falando e dois articuladores da “nova fase” de Hartung, dois fortes emissários do governo com a classe política. 
 
Não só em Vitória é possível encontrar o DNA de Hartung. O que estaria fazendo Amaro Neto no palanque de Rodney Miranda (DEM), aliado de primeira linha de Hartung, que ganhou sobrevida com as indefinições de Max Filho (PSDB) e Hércules Silveira (PMDB)? 
 
Amaro Neto também posa ao lado de fotos com Sérgio Vidigal (PDT), da Serra, e Marcelo Santos (PMDB), de Cariacica. Outros dois palanques de aliados do governador. Nos dois municípios o governador joga com tranquilidade. Na Serra, o acordo com Audifax é para que não haja estadualização da disputa. Em Cariacica, o prefeito Juninho (PPS) também não vai criar problemas para a imagem do governador. 
 
Mas por que tirar a digital das disputas eleitorais? Isso não tem relação com a governabilidade de Hartung. A questão é que pela primeira vez ele tem pela frente uma disputa eleitoral contra um candidato de peso. Renato Casagrande colocou não só as digitais como um rótulo no palanque do prefeito Luciano Rezende (PPS) e o que Hartung tem são incertezas. 
 
Ele criou e fortaleceu a candidatura da incógnita Amaro Neto. Sem conseguir recuá-la para o caminho mais seguro – Luiz Paulo Vellozo Lucas – vai ter que arcar com a incerteza do desempenho de Amaro Neto nas eleições. Daí é melhor deixar correr solto, no esquema eu ganho, a gente empata e você perde. Assim sai ileso do processo eleitoral de Vitória, para onde estarão voltados todos os holofotes da classe política. Bom, pelo menos o plano é esse. 
 
Fragmentos
 
1 – O deputado Sérgio Majeski (PSDB) fez uma cirurgia na boca e ficará sem falar por três dias. Em meio às incertezas do ninho tucano, o silêncio do deputado estadual aumenta a agonia da classe política sobre o processo na Capital. 
 
2 – E por falar em tucano, a definição do partido ainda não se sabe, mas que Luiz Paulo Vellozo Lucas já fechou com a dupla Luciano Rezende (PPS)/Renato Casagrande (PSB) ninguém tem mais dúvida. Bom, como quem tem voto é o ex-prefeito, a decisão do ninho já não trará tanta alteração no mercado.

 

3 – O deputado estadual Erick Musso (PMDB) está na iminência de perder o apoio do deputado federal Marcos Vicente, presidente de seu antigo partido, o PP, que discorda do comportamento de Musso na Assembleia. Se não houver mudança de atitude do peemedebista, seu cabo eleitoral pode mudar de palanque.

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