
Partido pequeno e de esquerda, sem dinheiro nem tempo de TV, o Psol promete dar trabalho na disputa à prefeitura de Vitória. A chapa formada pelo advogado André Moreira e, na vice, a ex-deputada estadual Brice Bragato, não tem deixado passar nada nesse início de período eleitoral. Somente nesta semana, disparou para o lado do deputado estadual Enivaldo dos Anjos (PSD) pela desistência da candidatura e apoio a Amaro Neto (SD), “candidato do governador Paulo Hartung”, como critica o Psol, e agora faz barulho com a polêmica do debate da TV Capixaba, em que Moreira acusa o deputado federal Lelo Coimbra (PMDB) de tentar barrá-lo. Nos dois casos, o assunto abriu debate nas redes sociais, espaços utilizados pelo Psol para interagir com o eleitorado. Com destaque, é claro, para o impasse em relação ao debate marcado para o próximo dia 22. A insatisfação da chapa do Psol virou texto de protesto no Facebook, abaixo-assinado e até memes com denúncias a Lelo. “Quem tem medo do debate?”, provoca o partido, que trata a posição contrária do deputado como “boicote à democracia e à pluralidade de ideias”. Nos bastidores, a chapa do Psol na Capital costuma dizer que “tem um tijolo pra cada um” na disputa de outubro próximo. Pelo visto, já começou a tacá-los. Com o telhado de vidro dos principais candidatos, tem tudo para incomodar.
Memória
Lembrando dos debates protagonizados nas épocas de Brice e, mais recentemente, pela então candidata ao governo pelo Psol Camila Valadão, valeria a pena ver de novo. Sem o tal rabo preso, o partido é o único que pode agora puxar os temas tabus da classe política.
Peça chave
Se a CPI dos Táxis da Câmara de Vitória apresentar seu relatório final sem ouvir o vereador e ex-secretário de Transportes, Max da Mata (PDT), responsável pela licitação investigada por irregularidades, melhor nem apresentar. A próxima segunda-feira (15) é a última chance de questionar o vereador, que foge dos depoimentos.
Aí tem!
Afinal, como o relator, Serjão Magalhães (PTB), poderá produzir o relatório sem o básico, que é confrontar o jogo de empurra da prefeitura e do ex-secretário? O prefeito Luciano Rezende (PPS) acusa Max, que acusa a prefeitura.
Putz!
O prefeito de Baixo Guandu, Neto Barros (PCdoB), passa por cirurgia na tarde desta quinta-feira (11). Como ele mesmo disse em vídeo publicado no Facebook, conseguiu a façanha de cair da escada de sua casa e fraturar os dois braços de uma só vez. Desejo melhoras!
Marmelada
O secretário de Estado de Educação, Haroldo Corrêa Rocha, recebe nesta quinta, em Vitória, o Prêmio Economista Capixaba do Ano, em evento do Conselho Regional de Economia (Corecon). A justificativa é o trabalho que ele realiza na pasta e a implantação do Escola Viva. Mas, de verdade, mesmo, deve ser a economia feita nas escolas estaduais, cortou tudo e mais um pouco.
Marmelada II
A propósito, esse evento vai ser mais um palanque para Paulo Hartung (PMDB). Olha o tema: “Agenda para o país sair da crise”. O governador vai fazer a palestra de encerramento e quem mais estará presente? A secretária do Tesouro Nacional e braço direito de Hartung, Ana Paula Vescovi. Os dois, aliás, já receberam o mesmo prêmio do Corecon.
Guarita
Ainda sobre esse discurso repetido do governador, A Gazeta fez o dever de casa direitinho nesta quinta. Para endossar o anúncio dele de que não irá conceder reajuste aos servidores, o que gerou dura reação do Sindipúblicos, construiu uma matéria assim: “Estados atrasam a folha e ES congela salários”; “Distrito Federal e 12 estados não pagam a servidores em dia”. Como quem diz: estão reclamando de quê?
Cada uma…
Olha o pedido feito a Hartung no Facebook: “Senhor governador, preciso muito capturar um pokémon que está no Palácio, sei que provavelmente os seguranças irão me barrar, por gentileza liberar minha entrada”. Parece, mas não é piada.
140 toques
“Hoje [quinta-feira, 11] Eduardo [Campos] faria 51 anos. Partiu cedo, mas deixou uma bela biografia que será sempre um orgulho para os brasileiros”. (Renato Casagrande – PSB – no Twitter).
PENSAMENTO:
“A única fundação saudável para um Estado é o egoísmo”. Otto Von Bismarck

