
Na teoria, garantia de rigor em período eleitoral pelo presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (PRB), repetido em discursos e mais discursos. Na prática, uma campanha que começou cedo para os deputados-candidatos deste ano. O ritmo da Casa já entrou no “devagar, quase parando” e nada de quórum para votação dos projetos. Nesta segunda-feira (4), início de semana para qualquer trabalhador, pós-feriadão, de novo não houve o mínimo necessário para liberar a pauta. A sessão ficou na fase de comunicações e da Tribuna Popular, com tentativas de recomposição de quórum, sem sucesso. As ausências foram criticadas pelos deputados do PSB, Sergio Majeski, Bruno Lamas e Freitas; Dr. Hércules (MDB); e Gilsinho Lopes (PR). Na condução dos trabalhos, nem Erick, nem Marcelo Santos (PSD), vice-presidente. Também não sobraram os primeiros secretários. A missão restou nas mãos do terceiro, quase não visto na função, Jamir Malini (PP). Com mais da metade dos 30 parlamentares na disputa deste ano, a maioria da base do governador Paulo Hartung, a estratégia é deixar a Assembleia a serviço dos interesses palacianos e garantir lugar cativo em solenidades oficiais e no famoso “helicóptero dos votos”. Ah se essa conta chega…
Em tempo
Majeski divulgou, nessa segunda, os “gastos sigilosos” do governo do Estado, referentes, sobretudo, às despesas da Secretaria da Casa Militar, vinculada à governadoria. Dados deveriam ser de fácil acesso, mas longe disso! Entre 2015 e este ano, mais de 34 milhões em despesas com passagens aéreas, combustível para veículos e aeronaves, gêneros alimentícios e locação de veículos. Durma com esse barulho.
Não andou
O deputado Bruno Lamas se livrou de mais uma investigação relacionada à empresa que pertence à sua família, Divulgue Outdoor & Comunicação Visual. Portaria publicada no Diário Oficial desta segunda comunica do arquivamento de inquérito civil instaurado no Ministério Público Estadual (MPES) para apurar supostas irregularidades na contratação da empresa de publicidade Ampla Comunicação, por “interferência” de Bruno e sua mãe, a vice-prefeita da Serra, Márcia Lamas (PSB).
Não andou II
A alegação do promotor Alexandre de Castro Coura, da 5ª Promotoria da Serra, é que o caso já foi objeto de investigação pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da ex-procuradora-geral de Justiça, Elda Spedo, e “não restaram verificados elementos mínimos que permitam o desenvolvimento regular de investigação ou propositura de ação para responsabilização dos investigados”. Essa empresa de outdoors sempre dá o que falar.
Mordaça
Até sexta-feira (1º) perdendo no placar da votação popular na Câmara sobre o projeto de lei Escola Sem Partido, o vereador Davi Esmael (PSB), autor da proposta, colocou seu povo pra trabalhar. Circula, desde o final de semana, mensagem no WhatsApp. “Estamos perdendo! Não vamos deixar que nossos filhos sejam idiotizados, transformados em massa de manobra, futuros fracassados e vítimas da sociedade”. ‘Putz’, que argumento!
Mordaça II
Tanto de um lado como do outro, a votação acelerou e virou, mas ainda apertado. Até a noite desta segunda-feira (4), o placar era de 829 a favor e 816 contra.
Sobe, desce
Mudanças na Procuradoria Geral do Estado (PGE). Rodrigo Marques de Abreu Júdice, que está como juiz eleitoral, foi designado para exercer a função de procurador-chefe, atuando na Escola Superior da PGE. Já Paulo José Soares Serpa Filho, que estava na função, passou a procurador assessor de Gabinete.
Reforma administrativa
O prefeito de Vila Velha, Max Filho (PSDB), dará posse nesta terça-feira (5), ao titular da recém-criada Secretaria Municipal de Meio Ambiente, José Vicente de Sá Pimentel. O cargo é resultado do desmembramento da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, que passa a ser e Desenvolvimento Econômico. Outras alterações serão realizadas por lá.
Roda, roda
Ato oficial do secretário de Estado de Segurança, Nylton Rodrigues, fixa novos limites mensais para as despesas com combustíveis da frota da pasta. Para justificar a “revisão”, considera a “escalada dos preços dos combustíveis” e a necessidade de manutenção da “eficiência dos serviços prestados”. Em menos de um ano, a cota dos veículos de gabinete passou de R$ 750 por mês para R$ 1.200.
Roda, roda II
Já nas demais áreas dentro da Sesp, os valores subiram de R$ 600 para 720 (SEI); de $ 500 para 600 (SGA, SGE, SII); e de R$ 60 para 100 (motocicletas Sesp).
PENSAMENTO:
“Há campeões de tudo, inclusive de perda de campeonatos”. Carlos Drummond de Andrade

