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Trem-bala

Quem um dia apostou que Amaro Neto (SDD) era um trem fadado a descarrilar, é bom sentar, pensar e rever seus prognósticos. O deputado estadual se revelou até aqui um candidato competitivo e não uma espécie de Celso Russomano capixaba – em São Paulo, o trem do igualmente midiático candidato a prefeito e líder nas pesquisas ameaça pular fora da linha. Mostrou-se não apenas bom de rua, mas também hábil para rebater a pecha de “Tiririca” que os adversários querem colar nele. Não falamos, claro, de um Churchill da vida, mas é fato que Amaro se mostra uma temeridade, sobretudo para o candidato à reeleição Luciano Rezende (PPS). Em bom português: ele pode, mesmo, levar as eleições em Vitória.
 
Problema
O desempenho de Amaro cria um problemão para Luciano. Com o deputado estável na liderança e Lelo Coimbra (PMDB) fungando-lhe o cangote, Luciano é outro que tem que sentar e pensar: mas para ver como vai chegar ao segundo turno. 
 
Outro problema
Embora tenha atraído Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) para seu palanque, Luciano não logrou cicatrizar as feridas abertas na militância nos confrontos seguidos com o ex-prefeito. Um eleitor de Luiz Paulo que passou o tempo todo combatendo Luciano não tem tendência a votar nele. Como o prefeito vai conciliar isso?  
 
Geléia geral
O vereador de Vitória Namy Chequer (PCdoB) tenta a reeleição com um discruso ecumênico. Nas propagandas, aparece como o candidato que dialoga com todas as áreas, crenças e credos da direita à esquerda. Gaba-se de ter andado com Vitor Buaiz, Luiz Paulo Vellozo Lucas, João Coser e, agora, Luciano Rezende. É o primeiro comunista ecumênico do mundo.
 
Volume 
Nesses tempos de vacas magras, a campanha à reeleição do vereador de Vitória Fabrício Gandini (PPS) é certamente uma das mais vultosas da Grande Vitória. É bandeira, cabo eleitoral e bandeiraço para todo canto. Se volume de campanha ganha eleição, Gandini já garantiu sua vaga.
 
Missão internacional
Deveras produtiva a viagem que o governador Paulo Hartung (PMDB) e o secretário-chefe da Casa Civil, José Carlos da Fonseca Júnior, fizeram a Singapura, Malásia e Holanda nessa última semana. O impeachment de Hartung deverá ser arquivado na Assembleia Legislativa e uma bronca penal de todo tamanho contra o embaixador foi arquivada pela Justiça. 
 
Tchau, ES
Dia desses, Hartung foi interpelado por uma seguidora angustiada com o pó preto: “Estou pensando em sair do Estado por causa disso”, desabafou, antes de perguntar ao governador sobre medidas contra o problema. Hartung, claro, respondeu sem responder. Informou que a Seama vai contratar uma auditoria para avaliar as emissões em Tubarão e em seguida assinará o bom e velho Termo de Compromisso Ambiental (TCA) com o Ministério Público Estadual. Se depender de Hartung, a mulher vai sair do Estado.
 
Fora Cunha
Na bancada capixaba, o deputado federal Max Filho (PSDB) é o único com posição arraigada contra o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Grande parte da bancada capixaba contribuiu para a eleição do peemedebista para a presidência da Casa. Max ganhou destaque nacional ao defender a cassação de Cunha, mesmo quando ele ainda exibia força.
 
Para se coçar
O Diário Oficial desta segunda-feira (12) registra que a Prefeitura de Viana homologou a licitação do lixo, um conhecido grande filão das prefeituras. É coisa de R$ 10 milhões. Será que o prefeito Gilson Daniel (PV), que já teve tanta confusão, que vai arrumar mais uma?
 
Deus tá vendo
E o vereador da Serra Luiz Carlos Moreira (PMDB) orando pela saúde do prefeito Audifax Barcelos (Rede)? Nada contra. Mas, cá pra nós, a gente sabe que Moreira gosta mesmo é das coisas terrenas. Ô, se gosta.
 
140 toques
“Não apoiarei tentativas de fatiar votação. Inelegibilidade é consequência da perda do mandato e não devemos cometer o mesmo erro do Senado”. O deputado federal Lelo Coimbra (PMDB) bota coragem e coração na votação da cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) nesta segunda-feira (12).
 
Pensamento
“Política é como fotografia, aquele que se mexe muito não sai”. Jânio Quadros

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