As peças do xadrez eleitoral do próximo ano começam a ser colocadas no tabuleiro e, mesmo com tanta indefinição, já é possível fazer algumas leituras a partir dos movimentos atuais. O grupo do ex-governador Paulo Hartung estaria trabalhando para um segundo turno contra o governador Renato Casagrande e os aliados se colocam em seus postos para dividir os votos.
O recado já foi dado pelo senador Ricardo Ferraço (PMDB) de que o jogo não será como em 2010. A unanimidade que elegeu Renato Casagrande não existirá em 2014. Mas o governador ainda tenta manter unidos os partidos que deram sustentação ao seu palanque, principalmente, o PMDB e o PT.
Mas a jogada seria justamente de dividir os votos e neste contexto, Hartung – que talvez dispute o Senado ou talvez não dispute nada – vai para a disputa com dois trunfos. Ricardo Ferraço seria o candidato do PMDB ao governo e pelo PSDB entraria o neo-tucano Guerino Balestrassi. Ambos com o DNA de Hartung.
A presença dos dois na disputa já impediria uma vitória de Renato no primeiro turno. Mas não basta apenas colocar duas candidatura para pulverizar a eleição. É preciso também desidratar a imagem do governador Renato Casagrande.
Aí entrariam outros atores no jogo. E neste caso a Assembleia Legislativa, ou melhor, parte do plenário tem o papel de fazer esse desgaste. Mas Casagrande vem buscando outras formas de garantir apoio e para isso, além dos 22 prefeitos socialistas, poderá contar também com os prefeitos das cidades com menos de 20 mil habitantes, que, em tempos de crise, vão se tornar cada vez mais dependentes do governo do Estado.
De qualquer forma, a eleição do ano que vem será muito diferente daquela que passou. Se o resultado será diferente é que o mercado político quer saber.
Fragmentos:
1 – PT convidando Ivan Carlini para ingressar no partido? Sinal de que a ideologia do grupo do ex-prefeito João Coser e do vice-governador Givaldo Vieira é bem diferente daquela que criou o PT no final da década de 1970.
2 – Aliás, a esquizofrenia política é tão grande nesses tempos que Calini está entre o PT e o DEM. O vereador quer ficar próximo do poder e os partido querem alguém que esteja à frente de um poder.
3 – A partir de 5 de outubro as coisas vão ficar mais claras para 2014. Mas definição mesmo, só em julho do ano que vem.

