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Trocas no time

O processo eleitoral deste ano mostra as movimentações de alguns dos novos aliados do governador Paulo Hartung e dos antigos. Enquanto Octaciano Neto e Zé Carlinhos da Fonseca estão se articulando, criando e fortalecendo suas bases, Lelo Coimbra, Luiz Paulo Vellozo Lucas e outros que estão sendo substituídos, se agregam ao “outro lado”, na tentativa de buscar uma sobrevivência, sem o rótulo hartunguete.

Mas há uma diferença entre essas lideranças. Esses novos aliados são circunstanciais e não aceitam o rótulo. Vêm criando condições próprias para caminharem com suas próprias pernas, para não serem, no futuro, dependentes de Hartung.

Até porque, o próprio Hartung já percebe que seu ciclo político no Estado está se aproximando do fim. O governador tem investido pesado na construção de uma imagem de grande gestor para garantir uma ida para o cenário nacional com um capital político que lhe coloque em um patamar diferenciado.

Já os que estão sendo substituídos precisam se livrar da dependência. Precisam buscar caminhos para construir palanques futuros. O problema é que uma vez identificados como aliados de Hartung, têm dificuldade em se dissociarem da imagem do governador. Daí a simbólica superlotação no palanque de Luciano Rezende (PPS).

O problema é que ao tentarem se desvencilhar de Hartung, essas lideranças podem acabar supervalorizando a figura do atual prefeito de Vitória, Luciano Rezende, que hoje está ganhando um tamanho maior do que o do criador do grupo, o ex-governador Renato Casagrande (PSB). Esse sim vive um momento de fragilidade. O resultado das urnas até aqui não foram favoráveis às suas articulações.

Mesmo Hartung não tendo se destacado, ele ainda tem o governo nas mãos, já Casagrande não tem mandato e pode comprometer sua tentativa de retorno, ainda que não enfrente Hartung. A força política do ex-governador não aumentou na eleição e a adesão dos ex-aliados de Hartung ao seu lado não garante nenhuma vantagem no jogo político do Estado para o socialista.

Fragmentos:

1 –  Já que se mexe tanto na legislação eleitoral, poderia se pensar em uma medida para evitar as inseguranças em relação aos candidatos eleitos e que ainda têm problemas para resolver na Justiça.

2 – Os candidatos mais bem votados em Fundão, Ecoporanga e São José do Calçado tiveram mais da metade dos votos de seus municípios e se os indeferimentos forem mantidos será necessário fazer novas eleições.

3 – Em 2012, isso aconteceu em três municípios do Estado: Água Doce do Norte, Guarapari e Pinheiros.

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