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Tudo como está

Como já era mais ou menos esperado, a reforma política não trouxe, até aqui, as mudanças esperadas pela sociedade. É verdade que o fim da reeleição é uma medida interessante. Mas a última eleição já mostrava uma tendência que deve se repetir na disputa de 2016, se acontecer, de que o fim da reeleição se configuraria naturalmente. 
 
Muita gente que estava no poder não conseguiu a recondução e a expectativa para o próximo ano é de que o cenário seja ainda mais claro em relação a isso. As coligações continuam lá firmes e fortes, garantindo os votinhos necessários para que determinadas figurinhas consigam seu lugar ao sol. 
 
Mas o golpe mais sentido na dona democracia foi mesmo a manutenção do famigerado sistema de doação de campanha pela iniciativa privada. Para tentar dar uma maquiada na coisa, que é feia, a proposta aprovada permite apenas a doação ao partido e não ao candidato, o que no final das contas dá na mesma. 
 
Para manter o esquemão, a classe política contou com a ajuda mais do que providencial do ministro Gilmar Mendes, que engavetou a ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para por fim à doação privada nas campanhas eleitorais. Agora, depois que for devidamente concluído o processo e promulgada a matéria, que é uma PEC, passará a integrar a Constituição, vira clausula pétrea, e aí já era. 
 
Ainda faltam alguns itens para serem votados, mas já deu para perceber que realmente não dava para esperar que os deputados federais cortassem na própria carne. 
 
Agora é esperar como vão se comportar os parlamentares na próxima fase de votações. Ficou para depois do dia 10 de junho a decisão sobre duração dos mandatos, unificação das eleições, cotas para mulheres, voto facultativo, data da posse presidencial, federações partidárias, entre outros assuntos. E o resultado ainda precisa ser votado em segundo turno antes de ir ao Senado. Para valer nas eleições de 2016, as mudanças têm de entrar em vigor até outubro.

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