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Tudo em paz

Chamou atenção no encontro do governador Paulo Hartung (PMDB) com o prefeito eleito de Vila Velha, Max Filho (PSDB). Motivo da conversa: interesse no debate da agenda metropolitana. Uma história lendária de trabalho comum entre os municípios que formam a região metropolitana – Vila Velha, Serra, Vitória e Serra –, e que sempre fica pelo caminho devido aos interesses diferentes de cada prefeito.

A discussão da região metropolitana serve como um subterfúgio para que o governador possa mostrar que os prefeitos estão sob seu controle. Ou seja, essa história de que a vitória de Luciano Rezende (PPS) e Audifax Barcelos (Rede) seriam derrotas para o governador, não passou de conversa fiada. Afinal, alguém duvida que assim que o telefone tocar Luciano corre para o Palácio para conversar com o governador?

Na estratégia de Hartung, que não parece ser voltada para uma reeleição em 2018, é importante o fortalecimentos de uma base de apoiadores na Grande Vitória, onde está metade do eleitorado capixaba. Em um cenário de poucos recursos, a criação da agenda metropolitana é uma solução para resolver problemas da região gastando menos.

Mas é claro que a coisa não tem relação apenas com gestão, tem um viés político muito forte. Ao puxar a discussão não dá para imaginar o protagonismo disso nos prefeitos da Serra, Audifax Barcelos, mesmo com todo o poder econômico que o município tem hoje, ou Juninho (PPS), que governa Cariacica, “prima pobre” dos três vizinhos.

Evidentemente, a Capital teria o poder político necessário, por ser a principal vitrine depois do governo do Estado. Mas Luciano Rezende passou boa parte de seu primeiro mandato isolado, por causa dos problemas com o governador, que parecem superados agora. Ao chamar Max Filho (PSDB) para conversar no dia seguinte à eleição, o prefeito eleito de Vila Velha larga na frente nessa discussão.

À frente do maior colégio eleitoral do Estado, Max Filho é colocado pelo governador como o nome em condições de puxar esse debate. Sua posição partidária é também importante para os planos do governador para 2018, que mira o Planalto Central. Ao dar a preferência para Max Filho, Hartung deixa transparecer que o capital político de Luciano Rezende, que também o credencia ao governo do Estado no futuro, não é de sua preferência. Mas se quiser ser um coadjuvante de luxo, o caminho está aberto.

Fragmentos:

1 –  Do deputado federal Sérgio Vidigal (PDT), no Facebook: “Já estou de volta ao nosso gabinete com o mesmo empenho e dedicação para fazer o melhor para você. Agradeço o carinho recebido de cada um, seguimos juntos!”, disse.

2 – Aliás, pode ficar pouco tempo na Câmara, já que Vidigal é cotado para o lugar de João Coser na Secretaria de Desenvolvimento. Neste caso, o PT pode ficar com três deputados federais, já que a suplente do pedetista é Iriny Lopes.

3 – E por falar em PT, o deputado federal Helder Salomão tem peregrinado as escolas ocupadas em Cariacica para dar apoio ao movimento dos estudantes contra a PEC 241. O colega de bancada, Givaldo Vieira, tem feito o mesmo movimento no município da Serra.

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