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Tudo pelo social

Uma das críticas à atuação do PT não só no Espírito Santo, mas no restante do País, é o seu claro afastamento dos movimentos sociais, de onde teve origem. Essa crítica, porém, pode se estender a outros partidos de cunho social, como o PSB, do governador Renato Casagrande. 
 
O socialista, que tomou posse em 2011 prometendo fazer um governo de resposta rápida às demandas sociais da população, e tendo ao lado o vice do PT, Givaldo Vieira, não conseguiu, neste primeiro mandato, imprimir uma marca social em seu governo, muito pelo contrário. 
 
A truculência com a qual o governo tratou ainda no primeiro ano o movimento estudantil e o movimento por moradia, em Barra do Riacho, Aracruz, As duas ações sob o comando do vice colocaram uma marca nada democrática ao governo. Com o passar do tempo e o foco do governador nos problemas externos, sobretudo, das perdas de recursos federais, afastaram o governo cada vez mais da agenda social. 
 
As políticas públicas apresentadas por Casagrande indicavam de forma pontual a preocupação do governo com a segurança, com o programa Estado Presente e contratação de soldados; da saúde, com a inauguração de hospitais e na educação com o concurso para novos professores. Ações que sem uma visão mais ampla não trouxeram a resposta desejada para a criação de uma marca social no governo. 
 
Hoje o Estado continua em uma posição muito ruim em relação aos índices de homicídios em geral e sobretudo à morte de jovens negros, segundo lugar no País. Uma marcha, em menção ao Dia Nacional da Consciência Negra,  na manhã desta quarta-feira (20), tenta mais uma vez chamar a atenção do Palácio Anchieta para a situação do negro no Estado. 
 
A se confirmar o cenário atual, que aponta para a reeleição de Renato Casagrande, seria interessante em seu segundo mandato uma reforma social, um olhar do governo do Estado para uma discussão mais ampla e uma aproximação entre governo e sociedade. Afinal, os resultados nas áreas de segurança, saúde e educação só vão melhorar de forma efetiva se essa agenda for ampliada e a atuação acontecer em conjunto com a sociedade civil, de forma estrturante e democrática

Fragmentos

 
1 – Curso técnico em Contabilidade feito no ensino médio há milhões de anos dá estofo para presidir a Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa?
 
2 – A bancada do PMDB começa a mostrar seus problemas internos. Também, com sete deputados estaduais, não dá para manter unidade por muito tempo. Pelo menos no que diz respeito à atividade legislativa. No campo político a necessidade mantém a união. 
 
3 – Tyago Hoffmann tem uma vantagem em relação a seu antecessor na Casa Civil, Luiz Ciciliotti. Pelo menos tem feito visitas mais regulares à Assembleia. 

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