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Tudo se ajeita

A pauta pouco empolgante da reunião do Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa, nessa terça-feira (10), deixou transparecer o tom de campanha eleitoral propagado pelo presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), com os colegas, para a disputa à presidência da Assembleia e sua quarta recondução ao cargo.

Mas e a possível candidatura de Ricardo Ferraço (PSDB) ao governo do Estado? A possível – e por enquanto apenas especulativa – candidatura de Ricardo Ferraço (PSDB) é um problema que Ferração terá que resolver só em 2018.

A movimentação fora da Assembleia se assemelha a um jogo de sinuca, em que pai e filho vinham tocando suas jogadas, olhando para as bolinhas na mesa, até que ambos ficaram em situação difícil e dependem de uma série de jogadas para que tudo dê certo. Mas eles têm ainda alguns movimentos a serem feitos até 2018 e até lá ele poderá passar mais um ano à frente da Assembleia, enquanto observa o cenário político e as acomodações que vão sendo costuradas até lá.

Dependendo de como for se acomodando tudo, Ferração deixa o comando da Casa e sai do caminho eleitoral do filho. Mas se tudo não passar de fumaça ele segue na presidência da Casa, construindo sua reeleição em 2018. Para Ferração não há nada que não se ajeite. Até mesmo a suplência da mulher, Norma Ayub (DEM), na Câmara dos Deputados, que já era uma possibilidade rara, aconteceu, por que não teria jeito sua movimentação sem afastar o olhar do filho?

Por enquanto, Ferraço segue fazendo aquele jogo de cerca-lourenço. Diz que não é candidato, porque não existem candidaturas; diz que pensa em sair do páreo por causa do filho, diz que está inseguro, que não sabe se vai disputar ou não. Mas como disse o próprio líder do governo à coluna Praça Oito, de A Gazeta, esta semana, “nada mais previsível do que a imprevisibilidade de Ferraço”.

O grande problema a se resolver nessa engenharia toda para 2018 é escolher não só um, mas dois vices-presidentes que harmonizem Assembleia e Palácio Anchieta, já que, lá na frente, o primeiro poderá ser o governador em mandato-tampão e o segundo, presidente da Assembleia. Aí sim, chegamos a uma situação complicada. Mas, nada que Ferração não resolva.

Fragmentos:

1 – O vereador Leonil (PPS) foi escolhido como líder do governo de Luciano Rezende (PPS) na Câmara. Esperava-se que o prefeito escolhesse alguém de outro partido, mas pelo jeito, só vai dar PPS na Câmara de Vitória.

2 – O ex-deputado Vandinho Leite (PSDB)  em visita ao gabinete do prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, Victor Coelho (PSB), se emocionou ao ver a foto do irmão do socialista, o ex-deputado Glauber Coelho, morto em um acidente de carro em agosto de 2014. Vandinho e Glauber foram colegas na Assembleia e de partidos, saíram juntos do PR e migraram para o PSB, à época.

3 – A Câmara de Vereadores de Nova Venécia, norte do Estado, adotou uma nova postura para se comunicar com os seus legisladores. Os comunicados impressos foram substituídos por e-mails, para garantir a sustentabilidade na Casa.

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