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Um estranho no ninho

Está claro para os meios políticos a ingerência palaciana na movimentação das lideranças nas acomodações partidárias, favorecida com a janela de migração da minirreforma eleitoral. O governador Paulo Hartung (PMDB) parece estar aproveitando a brecha para resolver alguns problemas que vinham sendo causados com os seus desafetos. 
 
Um exemplo evidente dessa manobra é a do líder do governo para o PSDB. O objetivo só pode ser o de tentar sufocar o deputado Sérgio Majeski, que tem uma postura crítica e independente ao governador Paulo Hartung. Uma coisa é enfrentar o debate com o líder do governo dentro do plenário, outra coisa é ter que enfrentar o constrangimento dentro do partido. 
 
A situação é complicada para Majeski. O deputado já disse em várias ocasiões que não é favorável ao troca-troca de partidos, mas a intenção de isolá-lo é clara. Hartung governou por dois mandatos sem oposição na Assembleia. É verdade que é preciso lembrar a postura da ex-deputada Brice Bragato (PSol ), que em seu mandato fez um debate independente. Mas depois dela, mais ninguém. 
 
Agora Hartung tem uma liderança política que desconstrói de forma muito competente seu projeto de hegemonia. Nada passa impune pelo pente fino de Majeski. E olha que o governo não fornece a senha do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafen) ao deputado para que ele possa fazer a fiscalização de forma mais aprofundada das informações fiscais do governo. A transparência é só no discurso.
 
O problema é que Majeski incomoda Hartung em seu principal projeto de vitrine. Hartung tenta ser o governador da Educação, mas a política aplicada à área é excludente e autoritária, além de artificial, e Majeski desmonta essa vitrine. Não dá para imaginar o nível do incômodo que deve ser o discurso do deputado para um governador que não aceita ser questionado. 
 
Uma coisa é certa, o deputado não dá sinais de que vai sucumbir em seu discurso. Até porque tem o apoio da população para mantê-lo. A dúvida é se ele vai continuar com a crítica no PSDB ou em outro partido. E se for em outro partido, qual deles vai dar condições de o deputado continuar fazendo o importante trabalho que vem desempenhando na Assembleia?  
 
Fragmentos:
 
1 – O PSDB já filiou o senador Ricardo Ferraço e o prefeito de Anchieta Marcus Assad. Está prestes a abonar ficha do deputado federal Evair de Melo. Pelo jeito, o ninho está ficando apertado.

 

2 – O início das obras do Contorno do Mestre Álvaro, na Serra, vai cair como uma luva para a campanha do deputado federal Sérgio Vidigal (PDT) 

3 – O partido que não está ganhando com a janela é o PT. Os escândalos envolvendo o partido, em nível nacional, está espantando a classe política, que em ano eleitoral quer distância de problemas.

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