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Um novo PT

O processo do impeachment da presidente Dilma Rousseff trouxe reações inesperadas de várias partes, mas o que chama a atenção é a situação no PT do Espírito Santo. O ex-vice-governador Givaldo Vieira, que sempre foi uma liderança do partido mais convergente e tolerante com as movimentações externas, hoje é o mais inflamado defensor do governo federal no Estado. 
 
Além de criticar os adversários do governo, passou a atacar também. Cobra a saída do PT do governo Paulo Hartung e a entrega dos cargos federais do PMDB no Estado, endereçando a crítica ao presidente do partido, Lelo Coimbra. Muito bem. Este é o ponto de partida para uma discussão mais profunda que deve ser feita dentro do partido. 
 
O PT cresceu, chegou à presidência da República, no Espírito Santo alcançou prefeituras importantes, mas se perdeu em divisões internas e no interesse pessoal de alguns de seus quadros. Daí o momento propício para a reflexão. Para onde o pensamento pragmático levou o PT? Virou um partido que vive a reboque do governador Paulo Hartung e vendo seu capital diminuir a cada eleição. 
 
Há um sentimento de busca do partido pela sociedade, o PT não acabou, mas precisa mudar. Ou melhor, precisa voltar a ser o que era antes de se deslumbrar com o poder. O partido sentiu o efeito de ter a rua ao seu lado em 2014, tendo o melhor resultado da sigla no Espírito Santo, quando a militância foi para a rua buscar os votos para Dilma. 
 
É preciso que o partido faça essa autocrítica, veja os pontos em que errou, e entenda  que o caminho ao lado de Hartung não permite o crescimento de ninguém além dele próprio. Se o PT quiser se reerguer no jogo político do Estado, precisa dar um passo atrás, retomar o debate ideológico e firmar aliança com o movimento social e com a rua, de onde nunca deveria ter saído. 

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