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Uma questão de adequação

Este ano duas eleições do cenário sindical servem de parâmetro para observar o comportamento da Central Única dos Trabalhadores. De um lado os metalúrgicos fizeram uma eleição de chapa única, sem disputa e sem polêmicas. Do outro temos a eleição do Sindicato dos Comerciários que acabou judicializada. 
 
Cabe agora a CUT fazer a avaliação, a primeira não teve disputa porque a chapa manobrou bem? A outra eleição foi complicada porque o grupo manobrou mal? E como fica o papel dos trabalhadores das categorias nesse contexto? Os interesses do trabalhador, nas duas questões estão sendo contemplados?
 
Os metalúrgicos têm um desafio e tanto pela frente. O presidente do sindicato agora é funcionário da Samarco. A empresa responsável pelo crime ambiental em Mariana, que atingiu todo o rio Doce, agora tenta voltar ao funcionamento, enquanto tenta manobrar para não pagar por seus crimes. 
 
Caberá agora ao sindicato se posicionar. Não dá para colocar o galho dentro. Se o presidente atua apenas como sindicalista, defendendo emprego, vai deixar de lado sua função também social, esquecendo que a empresa é criminosa. Vai pagar esse preço? 
 
A responsabilidade do sindicato agora é brutal. A empresa não vem cumprindo os acordos trabalhistas e precisa ser enquadrada. Até porque as conquistas que estão lá são bem anteriores à atual crise e o fato de estar em crise não dá direito à empresa de fazer o que quiser. 
 
De uma forma geral, a CUT precisa avaliar qual o seu papel nas disputas sindicais, precisa encontrar uma forma de garantir a democracia. Uma dessas formas seria criar um estatuto padrão, mas também é preciso fiscalizar e impedir as manobras. É hora de depurar o movimento sindical e as eleições é uma excelente oportunidade para corrigir os desvios da função sindical.
 
É hora da mudança!

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