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Vai ficando

Com a posição da Direção Nacional do PT de não obrigar os membros do partido nos Estados a deixarem as gestões peemedebistas, o PT capixaba ganha um subterfúgio para manter os aliados do governador Paulo Hartung  no governo. Mas a questão vai muito além do que foi discutido nessa terça-feira (17) em Brasília. 
 
A participação do governador na movimentação do vice-presidente Michel Temer no processo de impeachment da presidente Dilma é mais profunda do que a discussão por cima. Temer se reuniu com o governador ainda em dezembro, em um almoço secreto. Do que foi discutido no encontro, nada foi falado, o que aumenta a suspeita nos meios políticos, criando uma tensão na base do PT.
 
Paralelamente, a política de cortes do governo do Estado, que vem sacrificando o funcionalismo público e o processo de privatização velada de serviços essenciais da Saúde e da Educação, com a intensificação da entrega das gestões das unidades a Organizações Sociais, também se choca com as bandeiras defendidas pelo partido. 
 
Ao permanecer no governo, o PT capixaba dá uma sinalização de que não está preocupado com essas incoerências. Aliás, o PT capixaba, não, parte da direção do partido. No sábado (21), o partido se reúne para debater a conjuntura nacional, mas não há sinalização de que vá debater a situação no Estado. E ainda que discutisse, a maioria no diretório é aliada do secretário de Habitação e Desenvolvimento, João Coser. Por isso, a tendência é que se delibere pela permanência.
 
Então, fica difícil entender como o PT Capixaba pretende defender o legado do partido, os governos Dilma e Lula, se não se desgarra da política de grupo do atual governador peemedebista. Tudo bem que Hartung não é um nome partidário, por isso mesmo o PMDB lhe cai tão bem, mas há um simbolismo nisso. 
 
Da mesma forma que o PT nacional se reuniu para fazer auto-crítica, o PT capixaba precisa discutir qual seu papel na discussão de uma reconstrução. Guindado ao poder, não vai conseguir fazer isso. 
 
Fragmentos:
 
1 – Mesmo afastado da prefeitura, o prefeito de Itapemirim, Luciano Paiva (Pros) continua forte no município e vai ter um papel importante na eleição deste ano. Do outro lado, a investida do grupo de Theodorico Ferraço (DEM) tenta desmontar esse papel do prefeito. 
 
2 – Em Aracruz vem ganhando força a ideia de que o prefeito Marcelo Coelho (PDT) não disputará a reeleição e deve apoiar a candidatura do deputado estadual Erick Musso (PMDB). 
 
3 – Em Linhares, o desgaste do prefeito Nozinho Correa só se agrava com as manifestações pelo estado de abandono do Hospital Geral de Linhares (HGL). A gestão atual deixa de cabelo em pé quem pretende disputar a eleição. Em ganhando, terá uma cidade quebrada para administrar a partir de 2017.

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