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Vai ou não vai?

O ex-governador Paulo Hartung colocou seu nome à disposição do PMDB para a disputa ao governo do Estado em meados de abril. E desde então segue em um profundo silêncio sobre sua participação na eleição deste ano. São muitos encontros, muitas propostas, muitas formas de composição, mas até o momento nada fechado. 
 
Neste contexto, os partidos que se aproximam de seu palanque vivem um dilema. Volta e meia vem a pergunta de vários pontos da classe política: o Hartung é mesmo candidato? Enquanto essa pergunta continuar, a situação dos partidos fica complicada e a fumaça continuará impedido uma visão nítida do cenário eleitoral. 
 
Hartung parece esperar a vinda dos aliados para seu grupo para depois se colocar. Sua forma de fazer política é conhecida e apesar de sua competitividade para o governo, ele não quer correr riscos. Do outro lado estão dos partidos que precisam de segurança política para se definir, afinal, mesmo que não tenham projetos de poder, têm também suas metas nacionais a cumprir. 
 
Aí começam as pressões. As intrigas internas do PDT – que na verdade parecem mais ser uma forma de calibrar o partido dentro do jogo político –; as diferentes posições do PT, que vêm se concentrando nos interesses do presidente da cúpula, que criou uma situação complicada para o restante do partido; até o DEM, que não consegue sequer se reunir para bater o martelo, assumindo a esquizofrenia de caminhar ao lado do PT no grupo de Hartung. 
 
Enquanto segue o impasse, o tempo continua correndo. A maioria dos partidos marcou suas convenções para o fim do mês para tentar aparar as arestas até lá, mas uma hora vão ter de decidir ainda com a dúvida que ecoa na cabeça das lideranças políticas: será que Hartung é mesmo candidato?
 
Fragmentos:

1 – Mais uma vez os deputados estaduais brigaram na sessão ordinária da manhã desta quarta-feira (4) por causa do quórum. Alguns parlamentares reclamam que enquanto parte do plenário cumpre as atividades, os colegas estão correndo atrás de votos.

 
2 – Se o Supremo mantiver a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que reduz para 27 o número de parlamentares na Assembleia e para nove na Câmara, o clima deve esquentar ainda mais nos próximos meses.

 

3 – Chamou a atenção o fato de o presidente da Comissão de Educação da Assembleia, Da Vitória não ter participado dar reunião dos professores com a Procuradoria da Casa sobre a discussão do reajuste da categoria.

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