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Vai que cola

Na posse dos deputados estaduais, o governador Paulo Hartung (PMDB), ao falar da necessidade de a Assembleia Legislativa incluir em sua agenda a discussão sobre a estiagem, entrou em um ambiente que nitidamente demonstrou que não era o seu. Aí entra a questão da legitimidade do discurso. 
 
Dia desses, o deputado estadual Sérgio Majeski (PSDB), que é professor de geografia, mostrou conhecimento de causa ao falar sobre o tema e atentou para a necessidade de se dar atenção ao que a ciência diz sobre temas que são caros ao bem-estar da população. 
 
Uma coisa é coletar uma série de afirmações com base no senso comum, outra é ter conhecimento de causa. Isso é fundamental para a longevidade do discurso. Sem embasamento, o discurso se esvazia e o orador corre o sério risco de ser confrontado por alguém que conheça o tema tratado mais do que ele. 
 
Neste sentido, chama a atenção o discurso dos membros da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia, que de ambientalistas não têm nada e tampouco são grandes especialistas na área. Mesmo assim eles insistem em bater o pé na questão e reivindicam prioridade na CPI do Pó Preto.
 
O comentário nos bastidores é de que a escolha dos membros do colegiado foi política, assim como o lobby de grandes empreendimentos poluidores no Estado pesou na distribuição das vagas. Além disso, comissão permanente é comissão permanente, e CPI é CPI. Isso leva a questionar o conhecimento dos deputados até mesmo de um assunto que deveriam saber bem, que é o regimento da Assembleia. 
 
Ou pior, mesmo conhecendo tentam colar uma conversa que não convence ninguém. As movimentações são políticas e o que se viu na Assembleia nos últimos dias foi manobra, golpe mesmo. A diferença desta vez, é que todo mundo sabe o que aconteceu. Não adianta tergiversar. O golpe já foi acusado e as expectativas em relação ao grupo governista da Assembleia não são boas.
 
Fragmentos:
 
1 – O Carnaval é sempre uma oportunidade de a classe política se aproximar dos eleitores. Mas, passada a eleição, será mesmo que terá muita mistura?

 

2 – O governador Paulo Hartung tem se esforçado para ser mais “povão”, mas quem estava no Sambão do Povo achou que o peemedebista não estava demonstrando muita vontade de se misturar. Ficou mais no camarote.

3 – O prefeito da Cidade Maravilhosa, Eduardo Paes (PMDB), não trouxe sorte para a Boa Vista. Além de a escola ter ficado em segundo, choveu na hora do desfile.

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