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Vai sair caro

O governador Paulo Hartung chega ao fim de seu primeiro ano do terceiro mandato com uma postura muito antidemocrática. Ao mesmo tempo em que diminui a transparência em relação aos benefícios concedidos aos empresários aliados, faz de conta que não é com ele quando o assunto é reclamação dos setores sociais.

No melhor estilo “deixa comigo que eu sei o que estou fazendo”, ele não respeita sequer a decisão das comunidades escolares que dizem não ao seu projeto de vitrine, Escola Viva. Contando sempre com o silêncio da imprensa aliada, vai passando por cima de tudo, como se sua palavra fosse mais importante do que a decisão da sociedade.

O que Hartung pode não ter entendido ao adotar um programa antidemocrático como bandeira de governo, é que ao mexer na estrutura da educação, não está contrapondo apenas o interesse de um adolescente. Hartung esqueceu que esse adolescente tem pais, irmãos, tios, vizinhos e professores, que também têm essa estrutura, e por aí vai.

A rede em que pode se dar o efeito negativo dessa atitude é muito grande. Vale mesmo arriscar sua popularidade, que já não é essa maravilha toda, para fazer essa jogada de entrega da educação aos grupos de organizações sociais? O barato pode sair caro!

A relação de Hartung com a iniciativa privada vem de longa data e sempre foi uma prioridade em seu governo. Paralelamente, a falta de entregas na área social também sempre foi uma marca. Ele lida com isso proibindo a imprensa de entrar nos hospitais lotados  e criando soluções mágicas para a educação, como os quadros interativos de seu segundo mandato.

Em 2016, o governador deve testar sua popularidade na disputa municipal. Vamos ver se essa política de silêncio e espetáculo vai ser bem assimilada pelo eleitorado dos candidatos apoiados pelo governador. Veremos!

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