Muitas pessoas estão contestando a realização da Copa do Mundo no Brasil. Parte do movimento sindical também entrou nesse caminho complicado. Quando o movimento foi criado, trabalhava-se com a ideia de que “não só de pão vive o homem”. Também são necessários para seu bem-estar a saúde, a educação, o transporte e o lazer.
O lazer é tão importante quanto qualquer outro direito humano. Neste sentido, o futebol entra aí como também algo importante, além de fazer parte da cultura do brasileiro, também é um importante elemento de mobilização do povo.
O que vem causando discussão, porém, são os gastos com a construção dos estágios e a preparação da infraestrutura das cidades-sedes. Isso é verdade, sim os gastos estão astronômicos e aí é uma questão de fiscalização e cobrança, até mesmo da sociedade organizada.
Mas esse discurso de que o dinheiro tem de ser investido em saúde, educação e outros, não convence. Até porque os recursos necessários nessas áreas são infinitamente maiores do que gasto empregado em um estádio de futebol. Além disso, o legado que ficará com a construção dessas obras é inegável.
É preciso tomar cuidado também com a utilização política dessas críticas. É claro que quando se fala em gasto de dinheiro público todo mundo se arrepia, basta ver o que acontece quando alguém tenta puxar o debate do financiamento público de campanha. Ninguém quer que o poder público gaste com o que não seja inerente da administração.
Mas é necessário saber bem do que se está falando antes de sair atirando pedras, ou corre-se o risco de estar sendo usado para atingir politicamente o governo. E nunca é demais lembrar que estamos em ano eleitoral. O brasileiro sempre foi louco por Copa do Mundo, então com a possibilidade de ter uma dentro de casa, esse discurso anticopa mais parece empolgação levada pelo discurso da oposição em um momento de ânimos inflamados.
De qualquer forma, vai ter copa, sim. E a coluna aposta que quando os jogos começarem, quem está com pedra na mão, vai sentar em frente ao televisor e vestir e torcer para que o hexa fique no Brasil.

