A Câmara dos Deputados colocou mais fogo na já inflamada eleição municipal de 2016 ao aprovar, em primeiro turno, o mandato de cinco anos e o fim da reeleição para os mandatos Executivos. Se a proposta for aprovada em segundo turno e passar no Senado, o cenário eleitoral do próximo ano pode carecer de um momento de reflexão para as lideranças do Estado.
Vai valer a pena assumir prefeituras arrasadas para apenas quatro anos de mandato (o novo período passará a valer somente a partir das eleições municipais de 2020), sem direito à reeleição? Para lideranças que estão com capital bom, assumir o mandato municipal pode acabar sendo um prejuízo às suas imagens com o eleitorado.
Por outro lado, é preciso disputar a eleição para manter em alta o contato com a população, principalmente para quem perdeu a disputa de 2014 e pode ver a musculatura política atrofiar se não colocar no nome na rua em 2016.
Para quem venceu as eleições proporcionas, de deputado federal, por exemplo, o momento é de pesar os prós e contras. Deixar o tranquilo mandato proporcional, com possibilidade de preparar a disputa pela reeleição, para assumir as prefeituras em crise, e depois ainda ter de esperar dois anos após o fim do mandato, em 2020, para disputar a eleição novamente em 2022.
De qualquer forma, o mandato de quatro anos é uma proposta melhor do que estender o mandato dos atuais prefeitos por dois anos ou fazer uma eleição tampão de dois anos para unificar as eleições, proposta, aliás, que foi rejeitada pelos deputados federais.
Fragmentos:
1 – Acontece nesta quinta-feira (11), dia do aniversário de Glauber Coelho, o lançamento do instituto que leva seu nome. A entidade vai funcionar em Cachoeiro de Itapemrim, cidade natal do deputado morto no ano passado, em um acidente automobilístico.
2 – O instituto foi criado pela família e pelos amigos do ex-deputado estadual para atuar em causas sociais, agindo de forma direta na sociedade, com voluntariado, e em parceria com instituições. Espera contar com o apoio dos antigos colegas de plenário para emendas parlamentares.
3 – O ex-governador Renato Casagrande (PSB), por meio das redes sociais, criticou a tratorada do governador Paulo Hartung (PMDB) na discussão do projeto Escola Viva.

