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Valem por quantos?

De um lado o deputado estadual Sergio Majeski (PSDB), com sua oposição declarada ao governo Paulo Hartung, focada em atos da atual gestão. Com duras e contundentes críticas ao governo nas sessões ordinárias da Assembleia Legislativa, ele “espreme” Hartung toda semana, dando bastante trabalho ao líder do governo, Rodrigo Coelho (PDT). Do outro, o ex-presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM), que não aparece com tanta frequência, mas quando aparece…costuma fazer estrago! Como voltou a acontecer na sessão dessa segunda-feira (4), em que apresentou requerimento à Mesa Diretora pedindo uma certidão sobre a retirada, no apagar das luzes, das assinaturas dos deputados Esmael Almeida (PMDB) e Almir Vieira (PRP) de outro requerimento, de sua autoria, para votação de destaques das emendas rejeitadas pela Comissão de Finanças na polêmica do Orçamento 2018 na semana passada. Em seu discurso, acusou o governador de cooptação, em uma manobra que apontou como humilhante, e comunicou que irá acionar a Justiça. Cada um ao seu modo e em movimentos independentes, Majeski e Theodorico representam hoje, na Assembleia, as únicas oposições consolidadas a Hartung. Com antecedência suficiente para respingar no processo eleitoral de 2018. Hartung que se cuide!
O palestrante
A propósito, o governador fez da solenidade de posse da (velha) nova Mesa Diretora do Tribunal de Contas nesta terça-feira (5) mais uma oportunidade para dar suas aulas sobre gestão, que hoje são mais comuns do que sua presença em eventos políticos. Repetiu os chavões sobre a necessidade do surgimento de novos líderes e das reformas no País, citando o Estado como exemplo – mais uma vez, comparando com o Rio de Janeiro. O disco não vira!
O palestrante II
Hartung também aproveitou a presença do atual (Annibal de Rezende Lima) e do futuro presidente do Tribunal de Justiça (Sérgio Luiz Teixeira) da Gama para dar uma estocada na gestão passada, que descumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Não citou nomes, mas ficou claro que se referia ao desembargador Sérgio Bizotto. Pegou ele pra cristo, só pra bajular o atual.
O gestor
Apesar de não ter falado sobre o ventilado “plano nacional”, o governador nunca deixa de fazer alguma insinuação sobre o tema. Desta vez, ele brincou que o Estado ainda não teve um presidente da República e arrematou com uma piscadela para a plateia. O governador estava em casa nessa recondução de Sérgio Aboudib à presidência da Corte de Contas. Passará pelo processo eleitoral tranquilo, tranquilo…
Deu uma moral
Ainda na posse do (velho) comando do TCE, Hartung fez questão de registrar a presença do promotor Marcelo Zenkner, que volta e meia acompanha eventos públicos. Ele foi secretário de Controle e Transparência e teve de deixar o cargo por incompatibilidade no exercício de cargo fora do Ministério Público. O promotor é titular de uma das Promotorias responsáveis pela investigação de eventuais casos de improbidade. Onde? No governo do Estado.
Cautela
Ausência sentida na solenidade foi a do deputado estadual Marcelo Santos (PMDB) que, não é novidade, se movimenta para conquistar a cadeira que poderá ser aberta no Tribunal de Contas, caso o conselheiro afastado Valci Ferreira não consiga se livrar de sua  pendenga na Justiça. Ele tenta reverter, em Brasília, um mandado de prisão em aberto – é considerado foragido – e a prescrição de uma condenação em ação penal por peculato.
No tom
O vice-governador César Colnago (PSDB) pulou cedo da cama nesta terça-feira (5) para participar de um ensaio com a banda da Polícia Militar. O tucano, que é saxofonista, costuma se arriscar em agendas do governo com a presença músicos. Ele já se apresentou com a Orquestra Sinfônica e tocou durante uma aula inaugural do projeto OportunidadES, no Bairro da Penha. Em São Mateus, Colnago mudou o instrumento e deu uma canjinha na percussão.
Marina em xeque
O vereador de Vitória, Luiz Paulo Amorim (PV), presidente da Comissão de Meio Ambiente, vai realizar audiência pública no próximo dia 13, às 19 horas, no plenário da Câmara, para debater o projeto do prefeito Luciano Rezende (PPS) de construir uma marina na Praia de Camburi. Ele destaca o óbvio, que só o prefeito não quer enxergar….
Marina em xeque II
O local escolhido – canal de Camburi, próximo ao píer da Iemanjá – é inapropriado. Além de ser zona de proteção ambiental, a área é muito rasa, o que exigiria elevados e constantes gastos com dragagem e manutenção. A prefeitura irá comparecer à audiência, desta vez?
Nas redes
“Alguns absurdos no orçamento do Estado 2018: R$ 47.000.000,00 em publicidade, ou seja, dinheiro que o governo usará para fazer propaganda de si mesmo. É o povo pagando para ser enganado!”. (Deputado estadual Sergio Majeski – PSDB – no Facebook).
PENSAMENTO:
“Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas que pelas respostas”. Voltaire
 
(Colaborou Nerter Samora)

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