Para por em prática seu projeto de terminar muito bem o segundo mandato à frente do Palácio Anchieta, o governador precisa que a parceria com a Assembleia Legislativa seja impecável. Isso inclui escolher o presidente da Casa para o segundo biênio. Pelas movimentações dos últimos dias, tudo indica que Hartung já escolheu um nome.
A possibilidade de retorno de Rodrigo Coelho (PDT) ao Legislativo, aliado ao desgaste de Theodorico Ferraço (DEM) nas eleições deste ano, deixa o recado bem claro para o Plenário da Casa. Com três derrotas no sul do Estado, Ferraço senta para negociar com o governador com outro tamanho. Além disso, para o projeto de Hartung, ter um presidente intempestivo, como o demista, também não é muito seguro para o delicado jogo político de 2018.
Rodrigo Coelho e sua fama de “jeitoso” para discutir as questões do governo pode ser tudo que Hartung precisa para ter um legislativo bem favorável. O problema é que o pedetista não é tão querido dentro da Assembleia. Os deputados sabem que Rodrigo Coelho é um aliado de Hartung que pode deixar o plenário na mão do Palácio Anchieta.
Apesar de toda a subserviência, os deputados podem ter de pagar um preço bem alto por isso. Estão dispostos a isso? Provavelmente o governador vai ter de bancar isso com o plenário. Vai ser preciso um convencimento dos deputados, mas isso é uma coisa que Hartung está mais do que acostumado a fazer.
Quanto a Ferraço, o governador pode estar criando um problema ainda maior. Recentemente Ferraço havia proposto uma matéria que permitia que o presidente da Casa pudesse usar o microfone da tribuna, para falar como orador.
Theodorico Ferraço com um microfone à disposição para falar não como presidente, mas como deputado, é algo que pode ser desconfortável para o governador, que não tem feito muito esforço para ajudar o deputado em seus projetos políticos.
Fragmentos:
1 – O deputado estadual Edson Magalhães (PSD), prefeito eleito de Guarapari, venceu a eleição disparando contra os adversários, dando a entender em suas falas no município que Gedson Merízio (PSB) e Carlos Von (PSDB) não vão ter vida fácil durante sua gestão.
2 – Mas o prefeito eleito tem de abrir o olho com outras movimentações na cidade. Em vez de focar nos adversários é bom se cuidar no campo judiciário a situação dele é ainda frágil.
3 – Em Vila Velha e Vitória os programas eleitorais se transformaram em guerra entre os candidatos, que estão mais focados na retirada do material dos adversários do que em apresentar propostas. Será que o segundo turno finalmente vai começar?

