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Vão arriscar?

Sete dos dez deputados federais do Estado estão cotados para a disputa de 2016: Sérgio Vidigal (PDT), na Serra; Lelo Coimbra (PMDB), em Vitória; Max Filho (PSDB), em Vila Velha; Helder Salomão (PT), em Cariacica, Givaldo Vieira (PT), na Serra; Jorge Silva (Pros), em São Mateus e Paulo Foletto (PSB), em Colatina.
 
Cotados eles estão, mas será que vão mesmo entrar na disputa eleitoral. Todos os municípios que seriam alvo da disputa dos deputados federais estão enfrentando dificuldades financeiras. A maioria é cidade-polo ou está localizada na Grande Vitória, então, absorve uma grande demanda de outros municípios, e muitas têm dificuldade de arrecadação. 
 
Trocar um mandato de deputado federal por um de prefeito em uma condição econômica favorável é uma coisa. Deixa a liderança próxima da base, pode atuar de forma mais efetiva em relação às demandas da população e projeta a imagem política para voos mais altos. 
 
Mas assumir uma prefeitura em uma situação ruim na economia pode ser uma troca nada favorável. Pode colocar em risco o capital, a imagem do gestor. Por isso, boa parte dos parlamentares está refletindo se a troca é um bom negócio. E há quem pense em não entrar na disputa, como é o caso de Helder Salomão e Max Filho. 
 
Ambos tentam ampliar suas imagens para o Estado todo. Fazem conversas com lideranças em vários municípios e olham com carinho para 2018. Mas podem ter problemas para pular fora do barco de 2016. Diferentemente da eleição de 2012, quando o eleitor apostou em mudanças, querendo lideranças novas, as expectativas com o “novo” foi frustrada. 
 
Então, esperam que a experiência possa apagar a frustração de 2012. A pressão para que eles disputem é grande. Mas até o início do processo eleitoral, muita coisa pode acontecer, inclusive, nada. Os deputados federais podem continuar tocando seus mandatos, esperando que a maré de crise passe e as condições voltem a ser favoráveis a um cargo executivo. Por enquanto, olhando para o horizonte próximo, não se vê sinais de melhora. 
 
Fragmentos:
 
1 – O prefeito de Linhares Nozinho Correa (PP) parece estar tentando entrar no livro dos recordes como o prefeito que mais fez mudanças no secretariado. Passam de 30 mudanças. Dessa vez foi na Secretaria de Saúde, com a entrada de Maria Bernardeth Braz.
 
2 – Em suas inserções na TV, o PSB tem investido em sua mais nova aquisição, o professor Junior Bola, que o ninho da pomba está preparando para marcar espaço na disputa de Vila Velha. 
 
3 – Se na Assembleia Padre Honório e Sérgio Majeski mostram a possível convivência harmônica entre PT e PSDB, na Câmara de Vitória o petista Reinaldo Bolão e a tucana Neuzinha Oliveira se uniram contra o Integra Vitória 

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