Mais uma vez o governador está de malas prontas para viajar ao exterior com o objetivo já gasto no discurso dele: “atrair investimentos para o Espírito Santo”. Vai novamente a Cingapura, de onde trouxe a Jurong, que hoje quase não caminha mais com as próprias pernas.
A viagem inclui também uma passadinha na Holanda, mais especificamente em Porto Roterdã, sócia do Porto Central de Presidente Kennedy, que está sendo construído com investimentos de R$ 5 bilhões. A comitiva capixaba dá ainda dá uma esticadinha até Angola, na África.
Ao ver essas notícias, a impressão é que entramos em um túnel do tempo e voltamos aos mandatos anteriores de Hartung, quando o discurso era de que a atração de mega empreendimentos seria a salvação da lavoura. Esses investimentos levariam o Estado a um outro patamar na economia nacional. Mas, viagem vai, viagem vem, e nada.
O que se vê são atrações de sonhos, de projetos, que, assim como a Jurong, não se mostram a solução de todos os problemas. Parece aquele produto que você compra pela internet e que quando chega não se parece nada com a foto ilustrativa do site.
Para os empreendimentos, melhor negócio não há. Trazem seus projetos para o Espírito Santo, recebendo os incentivos fiscais abundantes do governo. E o cidadão comum que quiser saber por quanto custa isso, não terá como. Até violentar a Constituição Estadual é permitido neste governo para esconder dados.
As empresas montam suas sedes em outro estado e o Espírito Santo fica com a promessa da geração de empregos, que na verdade só acontece no momento da instalação. Com o inicio das operações, as empresas trazem seus profissionais de fora também.
Enquanto isso, os empreendedores do Espírito Santo é que sofrem com a burocracia para abrir seus negócios e a pouca atenção do governo do Estado. Fica parecendo que o objetivo não é o desenvolvimento do Estado e sim fechar negócio com os gringos, mas para beneficiar quem?
Fragmentos:
1 – Os partidos e as coligações têm até a próxima sexta-feira (2) para que preencham suas candidaturas de forma proporcional, a cota de candidatas. O mínimo é de 30% e o máximo de 70%. Este tem sido um desafio para a classe política.
2 – Candidato a vereador na Serra, o presidente do DEM, Elvis Martins, divulga material de campanha sem a mencionar a coligação. Ele protagonizou a manobra para tirar o partido do palanque de Audifax Barcelos (Rede), mas a Justiça Eleitoral não deixou.
3 – Terminada a segunda semana de campanha, permanece o questionamento: Cadê a campanha?

