O movimento sindical perdeu a noção da proposta de fundação do PT, apostando em um nome que nunca deu um passo que favorecesse o partido, ao reeleger João Coser e manter o grupo que se perpetua à frente da sigla no Estado. Em se tratando de movimento sindical, apoiou uma candidatura que defende o estado mínimo, isso vai contra tudo aquilo que ideologicamente o partido defende.
No momento em que a necessidade surge em alta escala é preciso mudar e mudar significa romper com tudo aquilo que levou o Partido dos Trabalhadores no Estado à posição desgastada que hoje está. Reeleger João Coser não significa mudar, porque ele não tem condições para fazer essa mudança. O nível de comprometimento dele e de seu grupo com o governo Paulo Hartung, não permite isso.
Seu grupo criou as condições para continuar à frente do partido, pensando nas alianças para a eleição do próximo ano. É claro que a eleição é importante. O partido precisa se reerguer, precisa ocupar espaço e principalmente, criar condições para erguer um palanque para o ex-presidente Lula no Estado.
Mas esse PT que até aqui ocupou espaços por causa de uma aliança com partidos e lideranças que em nada contribuem para a o fortalecimento do partido não servem mais. É preciso buscar novas alianças e o próprio processo de 2018 vai mostrar isso.
As lideranças do movimento sindical alegam que Givaldo Vieira é cria de João Coser. Isso é verdade. Mas é uma liderança nova, que trouxe uma proposta de mudança para o rumo que o partido deve seguir, o de se voltar para as ruas e romper com os partidos que patrocinaram o golpe. Uma liderança já enraizada como Coser não vai mudar.
Mas vencer a eleição, não significa que Coser vai superar o debate interno. O primeiro passo é o cumprimento da resolução do partido de saída da base do governador Paulo Hartung e dos governos que apoiaram o golpe – proposta esta, aliás, que partido do grupo deles, porque o outro lado queria sair do governo Paulo Hartung, mas para não personalizar a discussão, eles ampliaram. Também vamos cobrar uma mudança de postura do partido, se aproximando da sociedade e se afastando das alianças que tanto foram perniciosas ao partido.
Estamos de olho!

