sexta-feira, março 27, 2026
21.9 C
Vitória
sexta-feira, março 27, 2026
sexta-feira, março 27, 2026

Leia Também:

Vendendo o sofá

Nessa quarta-feira (24), o vice-líder do governo na Assembleia, deputado Erick Musso (PP), ensanduichou no projeto de lei proposto pela deputada Eliana Dadalto (PTC), de reestruturação da Comissão de Assistência Social da Assembleia, uma emenda para impedir a formação de blocão no plenário. 
 
A emenda que fecha as brechas abertas com um projeto de resolução aprovado em dezembro, acusa mais uma vez que a movimentação, com a formação de um blocão com 11 deputados, é um assunto que incomodou profundamente do governador Paulo Hartung (PMDB). 
 
Mas, em vez de refletir sobre os motivos que levaram os deputados a formar o blocão, que, aliás, são muito claros: a falta de diálogo com o Executivo, o governador achou melhor apertar o cerco. Vendeu o sofá da traição e deixa tudo como está – como naquela história do sofá e do amante.
 
Em vez de trabalhar para melhorar a relação com os deputados, Hartung elimina qualquer chance de mais à frente uma nova insatisfação forçar uma nova movimentação do plenário. Os próprios remanescentes do blocão, como o presidente da Assembleia Theodorico Ferraço (DEM) e Enivaldo dos Anjos (PSD) alertaram para isso, ao dizerem que lá na frente pode haver outra articulação, com a formação de um novo blocão. Nào pode mais.
 
Hartung tentou mostrar pulso firme com a Assembleia e faz isso cerceando o direito dos deputados de se movimentarem. Como o assunto deu muita repercussão, a emenda teve o apoio da grande maioria do plenário, como se ninguém quisesse irritar ainda mais o governador. 
 
Mas o que Executivo faz de conta que não sabe é que se os deputados estaduais quiserem dificultar sua vida, não precisam de blocão para isso. Assim como um time de futebol que quer se livrar do técnico faz corpo mole em campo, um plenário de deputados estaduais pode ter outras estratégias para conseguir o que quer do governo. 
 
Fragmentos
 
1 – O vereador Reinaldo Bolão (PT) denuncia a transferência de R$ 1, 2 milhão que seriam utilizados na drenagem e esgotamento da cidade para publicidade.A movimentação saiu no Diário Oficial do de segunda-feira (22). 
 
2 – O assunto foi tema de pronunciamento do vereador na Câmara de Vitória, na terça-feira (23), mesmo dia em que o prefeito Luciano Rezende (PPS) em entrevista à imprensa se disse surpreso com o crescimento das emissões de esgoto em Camburi .
 
3 – “O assunto é grave e merece nossa atenção. Luciano Rezende diz que tem ‘suspeitas’ das origens do esgoto, mas no dia anterior retira recursos de ações nessa área passando para publicidade?”, disse o vereador nas redes sociais. 

Mais Lidas