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Verde, amarelo e rosa

Economicamente ativos, a maioria dos gays adora viajar, gosta de fazer compras, de frequentar bons restaurantes e lugares da moda, gosta de se vestir bem e adora tecnologia, assim está sempre bem informada e acaba por se destacar em qualquer situação.
 
Segundo a revista norte americana Forbes, o mercado gay no Brasil, apesar de ser multimilionário, ainda é pouco explorado. Estima-se que os LGBTs no Brasil representem uma fatia de 10% dos consumidores e isso se torna ainda mais relevante, quando os gays estão cada vez mais assumidos e assumindo seu papel frente à sociedade, que hoje percebe a homofobia como uma verdadeira patologia mental e desvio de caráter.
 
Em entrevista à Forbes, Paul Thompson, investidor e especialista no setor, estima que o mercado gay brasileiro valha R$ 300 bilhões, atrás apenas dos mercados europeus (R$ 2 trilhões), norte americano (1,5 trilhão) e chinês (R$ 700 milhões). Isso coloca o Brasil em destaque mundial,  já que vai receber um grande número de turistas LGBTs durante a Copa do Mundo e as Olimpíadas do Rio de Janeiro.  O dinheiro rosa (Pink Money) é hoje um dos principais incentivadores do turismo no mundo inteiro.
 
No ano passado, turistas assumidamente gays deixaram no país um montante de 15 bilhões de receita, um número enorme, que aumenta quando se pensa nos enrustidos, que mesmo viajando ainda se escondem, fugindo das estatísticas.
 
Quando se fala da mídia com relação aos gays, fica claro que ainda existe uma grande relutância de algumas empresas de se associarem à luta da diversidade sexual, uma visão míope que não percebe que a maiorias dos gays não compra produtos anunciados em programas preconceituosos e que, ao contrário, retribuem o apoio de marcas simpatizantes. Como exemplo, os  preservativos Olla, grande patrocinadora da Parada LGBT de São Paulo, que se tornou o líder do mercado brasileiro, inclusive aumentando nichos na América Latina.
 
No turismo rosa, em destaque fica São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis, seguidos de perto por Salvador, Recife e Natal, como as cidades mais visitadas. Um detalhe da pesquisa é que o turista gay gasta mais e fica mais tempo quando a cidade é receptiva. O grande problema ainda é a violência homofóbica instigada por alas conservadoras brasileiras. Como atitude contra a ofensiva, o Rio e São Paulo começam a preparar a polícia para coibir a agressão e educar os comerciantes a aceitarem sem discriminação o modo de vida gay.

Entre os tópicos estão direitos humanos: proteger os Direitos Humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, vítimas da criminalidade e abuso do poder; manifestações de afeto: não há lei que criminalize relações homoafetivas; epressões entre homossexuais, como andar de mãos dadas, abraçar-se e beijar-se em público, podem gerar conflitos no espaço público, mas são livres; como nomear a pessoa abordada: o correto é perguntar a forma como a pessoa envolvida gostaria de ser chamada, se pelo nome de registro ou nome social (quando a pessoa pode escolher um nome feminino, masculino ou neutro); quem faz a busca pessoal na mulher transexual e na travesti: prioritariamente, o efetivo feminino deve realizar a busca pessoal na mulher transexual e na travesti; em caso de conflito: como em toda ação policial, devem ser considerados os procedimentos de segurança protocolares. O policial deve avaliar o grau de risco que a pessoa abordada oferece, considerando porte físico e de armas de ambas as partes, por exemplo; identificação documental: deve-se evitar repetir em voz alta o nome de registro da pessoa abordada, seja o registrado na cédula de identidade ou nome social – os Registros de Ocorrência devem conter obrigatoriamente o nome original e também o social.

 
Bem já está tudo “quase” pronto e vem aí a copa das copas, certamente uma festa que o Brasil tanto esperou, e nós os gays estamos na torcida de verde amarelo e rosa – por que não?

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