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Vestiu a camisa

Com movimentos que há meses indicam uma provável troca de partido, o deputado federal Givaldo Vieira (PT) não só entrou firme nas redes sociais para se posicionar sobre o julgamento do ex-presidente Lula, que será realizado nesta quarta-feira (24), como está em Porto Alegre, Sul do País, para participar dos atos de protesto. Givaldo chegou lá na madrugada desta terça e têm feito várias transmissões ao vivo para mostrar a mobilização nacional do PT. Ele repete o discurso da falta de provas contra Lula, diz que a condenação é política e, para além da questão partidária, defende que as manifestações são em favor da democracia. A posição incisiva não teria nada de novo, considerando o histórico político de Givaldo, não fossem as informações de que ele já estaria com um pé no PSB. Nos últimos dias, de fato, a relação com o PT parecia ter esfriado. Enquanto as lideranças do diretório estadual só falavam no julgamento, as redes sociais de Givaldo, principalmente o Facebook, estavam mais voltadas às agendas e entregas do mandato. Ao mesmo tempo, também tornaram-se frequentes suas andanças ao lado do ex-governador Renato Casagrande. O deputado, como se sabe, rompeu com o presidente estadual da sigla, João Coser e precisa de uma boa acomodação para a disputa à reeleição deste ano, que o PT não oferece. O próprio Coser quer uma cadeira na Câmara e o deputado federal Helder Salomão está em campo para se manter na sua. O problema é que o partido só deve fazer duas, com riscos de ficar se fora exatamente Givaldo. Qual será a carta na manga do deputado, hein? 
Cenário
No PSB, caso permaneça no projeto de reeleição, Givaldo disputaria ao lado do deputado federal Paulo Foletto. Há também conversas sobre o deputado estadual Bruno Lamas tentar subir um degrau, mas o mercado político ainda não comprou essa ideia.
Cenário II
Essencial na matemática das proporcionais, porém, é saber dos casamentos partidários. Os próximos meses prometem, em especial a partir de março, quando será aberta a janela partidária de troca de legendas.
Era uma vez
Andreia Pereira Carvalho está oficialmente exonerada do cargo de diretora-presidente do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). Ato foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira. Uma saída marcada por graves denúncias em relação ao programa Conecta e críticas à omissão da autarquia em relação aos principais problemas ambientais do Estado.
Dança das cadeiras
Também como previsto, o mesmo Diário comunica da exoneração de Jader Mutzig Bruna do cargo em comissão de subsecretário de Estado de Planejamento e Projetos, para assumir o então cargo de Andreia. Já no lugar dele, assume Kettini Upp Calvi.
Tudo igual
No caso do Iema, no que pese a omissão em relação aos problemas ambientais, os últimos anos provam que só muda o endereço do comandante. O sistema é estratégico para os planos do governador Paulo Hartung na sua relação com os grandes projetos. A velha história: manda quem pode, obedece quem tem juízo.
2018-2020
Voltando ao norte do Estado, no campo político do ex-deputado estadual e ex-prefeito Mateusão, além do projeto para eleger à Assembleia este ano a filha Claudetinha Vasconcelos (PHS), novata na área, dizem por lá que em 2020 deverá ser a vez do filho Mateusinho (PP), vereador mais votado em Conceição da Barra. Só que à prefeitura do município.
Efeitos da crise
A Associação de Cabos e Soldados do Estado colocou campanha na rua. Outdoors espalhados por aí dizem assim: “Nossos heróis não suportam mais! Suicídios; falta de diálogo; lei da mordaça. Carga horária sem limite”. Alvo: governo Hartung.
Retrocesso
Incrível a mentalidade dos gestores municipais do Estado quando o assunto é carnaval de rua. Proibir? Dificultar? Inacreditável.
Nas redes
“Contra a política criminosa de fechamento de escolas do governo Hartung e do secretário Haroldo. Solidariedade aos alunos, pais e professores dos distritos de Afonso Cláudio”. (Deputado estadual Sergio Majeski – PSDB – no Facebook).
PENSAMENTO:
“Ninguém chegou a ser sábio por acaso”. Sêneca

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