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Vida mansa

Se tem uma liderança política com o burro na sombra, essa liderança é Theodorico Ferraço (DEM). Ele fica na presidência da Assembleia até 2017, quando será escolhido seu sucessor. Até lá, o demista pode escolher o caminho a seguir no próximo ano. Sua prioridade é Itapemirim, mas a dúvida é se ele vai disputar em Cachoeiro.
 
Com a situação de instabilidade política em Itapemirim, Ferraço deve tentar aproveitar a má fase dos adversários para recolocar a mulher, Norma Ayub (DEM), à frente da prefeitura. Quanto a Cachoeiro, o desgaste de Carlos Casteglione (PT) respinga em Rodrigo Coelho, mesmo que o deputado tenha deixado o PT. Além disso, não haveriam nomes com o peso de Ferraço na disputa. 
 
A indefinição sobre a ida do deputado para a prefeitura de Cachoeiro é a mesma que paira sobre alguns deputados federais, com chances claras de vitória em 2016 nas disputas municipais. Vale a pena trocar o mandato parlamentar para assumir a gestão de prefeituras endividadas? 
 
Se não disputar, fica na Assembleia. Lá o questionamento é: finalizado o mandato como presidente, Ferraço vai se contentar com o plenário? Provavelmente, vai ficar em uma cadeira ao lado, como secretário. Se os deputados pudessem escolher, hoje, ele poderia até ter mais um mandato.

Ferraço assumiu no final de 2012, quando Rodrigo Chamoun foi indicado para o Tribunal de Contas. Desde então, o demista não saiu mais da presidência. O Regimento da Casa foi modificado duas vezes para permitir suas reconduções. Embora o estilo imprevisível não inspire tanta confiança, Ferraço mostrou nesse período flexibilidade para manter as articulações com o Palácio Anchieta, mas assumindo a defesa do legislativo, quando necessário. 

 
Esse estilo bate e sopra de Ferraço, que deixa tanto os deputados quanto o governo com o pé atrás, é que torna tão difícil pensar em sua sucessão. Quanto a ele, o importante é vencer em Itapemirim. De resto, o que vier é lucro. 
 
Fragmentos:
 
1 – O governador Paulo Hartung (PMDB) iniciou nesse domingo (13) a leitura do livro Por que as nações fracassam?, de Daron Acemoglu e James Robinson. Foi um presente do ex-governador Arthur Gerhardt
 
2 – Do deputado Sérgio Majeski (PSDB), sobre contratação de professores pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu). “No ES o que constitucionalmente deveria ser excepcionalidade virou regra, na educação temos hoje 12.554 profissionais contratados por designação temporária (DTs), ou seja aproximadamente 65% do total de professores”.

3 – Se o deputado estadual Marcelo Santos (PMDB) vai entrar na disputa de Cariacica ainda não é certo, mas que ele está circulando pela cidade, isso ele está.  

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