O período eleitoral ainda está longe a tensão na classe política está cada vez maior, não só pela colocação do nome do ex-governador Paulo Hartung na disputa e a reafirmação do governador Renato Casagrande de que irá disputar a reeleição, o que deve levará a um cenário de radicalização no pleito. As medições do cenário eleitoral pelas pesquisas também ajuda a aumentar a pressão.
Ao longo da última década os levantamentos feitos no Estado têm gerado muitas desconfianças em candidatos e eleitores. Muita gente que quer disputar as eleições vem procurando institutos de fora do Espírito Santo ou empresas novas que surgiram no Estado para aferir a real penetração no eleitorado.
A realização de pesquisas, os métodos, os recortes utilizados, para muitas lideranças, têm objetivos que vão além da pura medição da temperatura eleitoral. Visam a construir um cenário artificial para tentar influenciar o movimento da classe política e forçar o voto útil.
A pesquisa eleitoral é o primeiro passo para garantir a movimentação de lideranças que querem limpar o campo ou atrair forças políticas para seus grupos. Mostra-se assim uma musculatura eleitoral que, muitas vezes, essa liderança não têm. Quando essas pesquisas estão ligadas a veículos de comunicação consumidos pela classe política, a coisa fica ainda mais convincente.
O problema é que essa fórmula no Espírito Santo parece desgastada. Nem a classe política nem o eleitor parecem dispostos a apostar nos números, ainda mais com tanta antecedência. Da Assembleia Legislativa veio o primeiro grito.
O deputado Freitas (PSB) chamou a atenção sobre a antecipação dessa discussão e sobre a forma como os levantamentos têm sido feitos pelo Instituto Futura, município a município, que não dá uma ideia de todo sobre a disputa ao governo. Pelo menos, por enquanto, os números não têm servido para tirar a liderança da classe política da mão do governador Renato Casagrande.
Fragmentos:
1 – É normal no período pré-eleitoral os ânimos da classe política ficarem exaltados. Mas o tempo está fechando na Assembleia Legislativa todos os dias. Os deputados, influenciados pelo período eleitoral, estão com os nervos à flor da pele.
2 – Na defesa do governo Renato Casagrande, muitos aliados têm se colocado na Assembleia, exceto quem deveria fazer as vezes de advogado, o líder do governo Elcio Alvares (DEM).
3 – No grupo dos que podem desempenhar o papel de líder estão Marcelo Santos (PMDB), Freitas (PSB), Vandinho Leite (PSB) e Sandro Locutor (PPS).

