Sexta, 17 Setembro 2021

A Sangrenta História do Metal Satânico Underground – Parte X

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Na Noruega, um de seus patrimônios é a existência das igrejas de madeira, construídas desde o ano 1000 D.C. até o advento da Peste Negra. "Antes de seu juízo de fogo, em junho de 1992, a igreja de Fantoft possuía a fachada mais apavorante de qualquer igreja de madeira. Datando do século XII, ela originalmente se localizava em Fortun, próxima ao fiorde de Luster, na região central da Noruega, descreve o livro Lords Of Chaos.

"Como várias das igrejas de madeira, ela também continha antigas inscrições rúnicas. Ao final do século XIX, havia planos para demoli-la e usar o espaço para um novo cemitério. Ao contrário de várias outras igrejas de madeira que foram destruídas nessa época (antes da compreensão de seu grande valor histórico e cultural), a igreja foi salva ao ser desmontada e movida para Fantoft, oito quilômetros ao sul de Bergen, na costa oeste da Noruega".

O incêndio da madrugada de 6 de junho de 1992, na igreja de Fantoft, nunca teve uma condenação do crime, mesmo tendo suspeitas fortes sobre Varg Vikernes. Em Lords of Chaos, o relato da sequência de eventos que tomou conta da Noruega em 1992 é impressionante, e a atribuição destes crimes à cena black metal foi instantânea.

"A notícia da destruição de um dos marcos culturais da Noruega chegou às manchetes nacionais. Não demoraria muito até que outras igrejas começassem a se iluminar em chamas noturnas. No dia primeiro de agosto do mesmo ano (1992), a igreja de Revheim, ao sul da Noruega, foi incendiada; vinte dias depois, a capela de Holmenkollen, em Oslo, irrompeu em chamas. Em primeiro de setembro a igreja de Ormoya pegou fogo, e no dia 13 daquele mês a igreja Skjold também".

O livro prossegue: "Em outubro, a igreja Kauheto queimou, como as outras. Após uma pausa de alguns meses, a igreja Asane, em Bergen, foi consumida pelas chamas, e a igreja de Sarpsborg, um membro do corpo de bombeiros foi morto em serviço. Algumas pessoas posteriormente atribuiriam a responsabilidade dessa morte ao Círculo Negro".

Desde o pequeno e inconsequente incêndio na igreja Storetveit no mês anterior às chamas de Fantoft, houve um total de quarenta e cinco a sessenta incêndios, quase incêndios e tentativas de ataques incendiários em igrejas na Noruega. Por volta de um terço deles apresentam uma conexão documentada com a cena black metal, de acordo com Sjur Helseth, chefe do Departamento Técnico da Diretoria de Herança Cultural.

"As autoridades relutam em discutir os detalhes de vários desses incidentes, temendo que uma atenção indevida poderia literalmente inflamar potenciais imitadores a se juntarem aos ataques que Vikernes e seus comparsas iniciaram em 1992".

Aqui está o panorama do auge dos eventos que tornaram a cena black metal norueguesa conhecida no underground mundial. O ano de 1992, particularmente, reuniu todo o clímax da delinquência que fora gerada numa mistura de inconsequência juvenil com versões pueris sobre satanismo e cosmovisões nubladas por mistificações.

Trata-se do pessoal que se juntou na loja Helvete e que refletiu na proeminência que teria Varg Vikernes como a figura mais infame da cena black metal, tomando uma dimensão na cena que batia com a de Euronymous, que era um tipo de mentor intelectual da cena black metal da Noruega.

Gustavo Bastos, filósofo e escritor.
Blog
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