Domingo, 14 Julho 2024

Fotógrafos realizam campanha de solidaridade a Quino, ícone do Ticumbi

Quino_FotoVitorNogueira Vitor Nogueira

Nove fotógrafos, convidados pela Mosaico Fotogaleria, participam de uma campanha de solidariedade a Arquimino dos Santos, o Quino, patrimônio vivo da cultura capixaba. Como ele precisa fazer uma cirurgia no valor de R$ 24 mil, esses profissionais cederam fotografias que estão sendo vendidas impressas em cópias de alta qualidade no tamanho 30x45 cm, pelo valor de R$ 340,00.

Vitor Nogueira

As impressões serão produzidas pela Vitória Fineart a preço de custo, ou seja, R$ 40,00. O restante do valor será doado para Quino. Os fotógrafos que participam da campanha são Rogério Medeiros, Apoena Medeiros, Carla Osório, Gabriel Lordello, Vitor Nogueira (com a foto acima), Ratão Diniz, Tadeu Bianconi, Zanete Dadalto e Bruno Miranda. Para participar da campanha, basta acessar o site, escolher uma ou mais fotografias, identificá-las pelo whatsApp (27) 99943.0831 (Gabriel Lordello) ou pelo email para que seja enviada a chave pix para pagamento.

Trajetória

Quino é um poeta popular, autor dos versos apresentados no Baile de Congo de São Benedito, o Ticumbi, que tem mais de 200 ano e existe somente no norte do Espírito Santo. Também participa de grupos de Jongo e Reis de Bois de Conceição da Barra. Nasceu na comunidade do Córrego do Alexandre, no território quilombola do Sapê do Norte, onde vive até hoje.

De pai para filho

O pai de Quino foi embaixador e Rei de Congo por décadas e o filho herdou sua espada de embaixador, função que ainda exerce. Também auxilia o antigo mestre na composição das marchas do extenso Baile de Congo, tira versos para os congos cantarem e cria as próprias embaixadas. É, ainda, pescador de profissão e um dos sanfoneiros que anima os ensaios do Ticumbi.

Finalista do Jabuti

Divulgação

Juntamente com Deborah Goldemberg e Jefferson Gonçalves Correia, Quino é co-autor do livro “A brecha: Uma reviravolta quilombola”, que foi um dos finalistas do Prêmio Jabuti, o maior da literatura brasileira. O romance traz histórias das comunidades quilombolas do Sapê do Norte. Quem contribuiu e ainda contribui tanto com a valorização da cultura capixaba e com a preservação de suas tradições em áreas artísticas tão diversas merece a campanha de solidariedade que está sendo feita. Que seja um sucesso!

Ailton Krenak no Palácio Anchieta 

Juliana Chalita/Greenpeace Brasil/CBA

Outra personalidade que tem contribuído muito para o debate sobre a preservação das tradições populares é o filósofo, escritor, ambientalista, líder indígena e imortal da Academia Brasileira de Letras, Ailton Krenak. Ele é presença confirmada no lançamento do projeto Lugares de Ler, na próxima segunda-feira (8), no Palácio Anchieta. Na ocasião, haverá, ainda, o lançamento coletivo de livros produzidos por meio do Fundo Estadual de Cultura (Funcultura) e divulgação do chamamento para seleção dos agentes de leitura que irão trabalhar na realização de atividades contínuas durante 10 meses em suas comunidades.

Chamamento

O chamamento faz parte do projeto Lugares de Ler, que vai formar agentes culturais comunitários, fomentar clubes de leitura e promover mais de 400 atividades literárias em territórios periféricos do Espírito Santo. Receberão atividades do Lugares de Ler 10 territórios, sendo três em Vitória (Piedade, São Pedro e Bairro da Penha), dois em Cariacica (Nova Rosa da Penha e Padre Gabriel), e um em Vila Velha (Terra Vermelha), Serra (Carapina), Guarapari (Jabaraí), Aracruz (Jacupemba) e Linhares (Planalto). Todos eles são parte do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, do Governo do Estado.

Agentes de leitura

Após a seleção, os agentes de leitura receberão uma formação em cultura e literatura, além de orientações para sua atuação como mediadores locais. Cada território formará seu clube de leitura com encontros semanais, que poderão incluir ações como contação de histórias, encontros com autores, oficinas de criação literária e oficinas de aprofundamento e estudo em obras literárias. Durante a vigência do projeto, cada local realizará um evento especial, que pode incluir atividades como pocket show de música e literatura, monólogo cênico, sarau, exibição de filmes com bate papo, performances literárias e apresentações circenses.

Aquisição de livros

O projeto também vai adquirir um acervo de 1 mil novos exemplares de livros diversos, a serem utilizados a partir de ações facilitadas pelos mediadores formados nas atividades. Assim, a iniciativa busca popularizar e difundir a literatura no Espírito Santo, fomentar o intercâmbio entre escritores e leitores, contribuir para interiorizar a ação cultural em lugares que têm menos acesso a políticas públicas, fortalecer espaços públicos como lugares de encontro, estimular a cadeia produtiva do livro capixaba e formar agentes literários e ativistas que possam mobilizar e gerenciar núcleos comunitários de leitura.

Lançamento coletivo de livros

No Lançamento Coletivo de Livros dos Editais de Literatura da Secult, na próxima segunda-feira (8), serão lançadas 22 novas obras de autores do Espírito Santo, produzidas com recursos dos editais de Produção Literária e de Incentivo à Leitura. Poesia, romance, ficção científica, contos, livro-reportagem e histórias infanto-juvenis estão na seleção do lançamento, que contará com a presença dos autores, autografando seus trabalhos. Os livros serão distribuídos gratuitamente no evento.

Oficina Escrevivências

Zanete Dadalto

Estão abertas até 16 de julho as inscrições para a oficina "Escrevivências, memória e narrativas", baseada na obra de Conceição Evaristo. Podem se inscrever mulheres trans, cis, travesti e pessoas não binárias, preferencialmente, pretas e pardas, que tenham sido vítimas de alguma situação de violência doméstica e familiar, e residentes de territórios vulnerabilizados da Região Metropolitana da Grande Vitória ou inscritas no CADúnico. Ao todo são 20 vagas. As inscrições e o regulamento estão disponíveis no site.

Oficina Escrevivências II

Durante o laboratório, que acontece de 29 de julho a 2 de agosto em formato presencial, as participantes são orientadas a construir textos com base nas suas vivências, territórios e memórias, promovendo um espaço de empoderamento e transformação social, além de revisitar literaturas negras e feministas que vêm ganhando destaque, levando-nos a examinar criticamente o seu papel, em múltiplas camadas, na criação de um novo imaginário de vida coletiva. O resultado da oficina será um documentário a ser exibido na Mostra Cine Marias, em setembro. 

Despedida do Cochicho 

O Cochicho da Penha, primeiro bar da Rua da Lama, em Jardim da Penha, foi vendido. Depois de 40 anos dedicados ao estabelecimento, Dona Conceição e Seu Geraldo decidiram se aposentar. Nos bastidores, o que se dizia era que o Abertura havia comprado, o que foi confirmado por Dona Conceição à coluna. Muita gente está se perguntando: o repertório, marcado principalmente por MPB, rock, jazz e blues vai permanecer? A famosa coxinha vai continuar fazendo parte do cardápio? Quanto ao repertório, não se sabe, mas a coxinha nunca mais será a mesma. Era Dona Conceição quem fazia, não havendo mais ela no bar, pode até ter coxinha no cardápio, mas não igual. No mais, a coluna deseja que ela e Seu Geraldo possam usufruir bem de suas aposentadorias.

Despedida do Cochicho II

Os clientes já marcaram até uma data para a despedida, que será em clima de festa, na terça-feira (9), às 19h, ao som de Gabriel Rossoni, Salsa e Brezinski Point, Baú da Salomé, André Prando, Diego Saavedra, Yuri Gjanski, Gean Pierre, VI, Larissa Pacheco, Danilo Ferraz, Carlos Papel, Fepas e a banda The Windows, que vai comemorar 30 anos e, conforme afirma seu vocalista, Alessandro Chakal, teve o Cochicho como palco inúmeras vezes nessas três décadas. A apresentação da The Windows vai contar com a apresentação da professora de dança do ventre Bianca Campagnoli. Também haverá lançamento do livro Obscuro Fulgor, de Gabriel Alvarenga. 

Até a próxima coluna!

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Segunda, 15 Julho 2024

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