Quinta, 18 Agosto 2022

Mulheres capixabas dão voz a Sérgio Sampaio

luiza_dutra_youtube Reprodução / YouTube
Pelo 16ª vez consecutiva, o Espírito Santo terá homenagem a um de seus mais expressivos cantores e compositores. Depois de dois anos com edições online por conta da pandemia de Covid-19, o Festival Sérgio Sampaio realiza nos próximos dias 12 e 13 de abril, às 19h30, evento presencial no Centro Cultural Sesc Glória, na tradicional data, em que o segundo dia de evento celebra o aniversário de nascimento do ídolo cachoeirense, que em 2022 completaria 75 anos.

Pela segunda vez, o evento terá protagonismo total das mulheres, porém com um elenco renovado. O bate-papo musical que costuma iniciar o festival, reunirá dois grandes nomes da cultura brasileira que possuem obras que dialogam com a de Sérgio. A pianista, cantora e atriz paulista Cida Moreira, que circula nos últimos anos com o espetáculo "Boleros e Outras Delícias – Canções de Sérgio Sampaio", e a professora e escritora capixaba Bernadette Lyra, que escreveu conto inspirado na obra do compositor na coletânea publicada no livro Sem a loucura não dá. No encontro, as duas conversarão sobre a vida e obra de Sérgio Sampaio e haverá apresentações de Cida no piano e voz com obras do cantor.

Para o show musical da noite de 13 de abril, o palco do Teatro Glória será protagonizado por mulheres que vêm ganhando destaque na cena musical capixaba, especialmente da nova geração de artistas. O trio de base será formado por Dora Dalvi, violonista e diretora musical do espetáculo, Heviny Moura no contrabaixo e violino, e Paula Maddi na bateria. Quatro cantoras interpretarão com suas vozes canções do Velho Bandido: Luiza Dutra, Elaine Vieira, Aline Maria e Tamy.

Festival mantém memória viva e atrai jovens

Em seus 16 anos de história, o Festival Sérgio Sampaio começou de maneira simples, no Bar do Pantera, em Cariacica. Cresceu e ocupou alguns dos principais palcos do Espírito Santo, como o Teatro Universitário e Teatro Glória, todos em Vitória.

Gilson Soares, idealizador do evento anual, considera que até hoje foram muitas contribuições diretas e indiretas que o festival já conseguiu fazer para manter viva a memória e arte de Sampaio. Artistas capixabas e de renome nacional já participaram das atividades, como Chico César, Xangai, Zeca Baleiro e Jards Macalé.

Mas para além dos shows e conversas musicais, ele aponta que o evento costuma ser ponto de encontro e novas articulações em torno da obra do ídolo. "Os sampaiófilos são muito aguerridos, correm atrás mesmo", brinca sobre a atuação dos fãs do cantor e compositor. Embora não sejam produtos oficiais do Festival, foi de lá que foram gestados ou lançados vídeos, documentários, livros, songbook, e outros resultados.

"O festival cria uma efervescência. É impressionante como a juventude adora Sérgio Sampaio, jovens cantores e cantoras vêm descobrindo sua obra e interpretando, então a cada ano a gente traz gente nova", comenta Gilson Soares, que organiza o evento junto ao Clube Capixaba do Vinil e Fina Produções. Algumas dessas jovens artistas subirão ao palco nesta edição pela primeira vez cantando músicas de Sergio, no evento que faz tributo a ele.

"O festival já se consolidou. O que tem que fazer é manter e crescer", considera. Apesar das dificuldades provocadas pela pandemia, os tributos seguiram de modo online por dois anos, com participação de diversos artistas e transmissão para todo Brasil por meio do YouTube, o que ajudou a ampliar a repercussão nacional, já que Sérgio Sampaio possui fãs em todo país, sendo que a cada ano sempre há aqueles que vêm de outros municípios e até outros estados para acompanhar o festival.

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