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Sexta, 16 Abril 2021

Obras dirigidas por mulheres compõem mostra As Oito de Março

espetaculo_ainda_bem_que_nao_tivemos_filhos_foto_larissa_martins Larissa Martins

Oito dias e oito peças teatrais, todas dirigidas por mulheres. Com apresentações gravadas transmitidas pelo YouTube devido ao momento de distanciamento social, a mostra As Oito de Março, idealizada pela artista Aidê Malanquini, vai reunir obras de vários estados do Brasil e conversas com as diretoras. De segunda-feira a segunda-feira, 1 a 8 de março, às 18h30, irão ao ar as apresentações, que ficam disponíveis por 24h.

Estão representadas peças de todas as regiões do Brasil, incluindo os estados de Amazonas, Brasília, Ceará, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo, com temas diversos como negritude, maternidade, conflitos amorosos, narrativas indígenas, sexualidade, isolamento social e questões existenciais. "O circuito das artes ciências no Brasil é muito concentrado no eixo Rio-São Paulo, embora haja outros estados movimentando a cena com grupos potentes e excelentes trabalhos, mas com pouco reconhecimento. Da mesma forma, as mulheres que trabalham nessa cena, especialmente em cargos como o de direção, se sentem invisibilizadas", dia Aidê Malanquini, idealizadora do projeto, realizado com apoio da Lei Aldir Blanc.

Obra capixaba Tangerina, dirigida por Alexsandra Bertoli, marca a estreia do evento. Foto: Divulgação
Segundo ela, o objetivo é, nos próximos anos, passada a pandemia do coronavírus, transformar o projeto num evento anual presencial do calendário das artes cênicas no Espírito Santo. A estreia da primeira edição online será com Tangerina, obra capixaba dirigida por Alexsandra Bertoli. O encerramento, no Dia Internacional da Mulher, será com outro espetáculo do Espírito Santo, Quando acordar a cidade, dirigido por Rejane Arruda. "Não foram selecionados simplesmente e por serem do Espírito Santo, mas por serem trabalhos de mulheres que são referência, que estão presentes e se relacionam com minha formação e construção como artista local", aponta Aidê, responsável pela curadoria.

Outras das diretoras, como Eliane Monteiro (SP), Paula Queiroz (RN) e Jezebel De Carli (RS), são profissionais atuantes e experientes que já atingiram maior reconhecimento nacional por seus trabalhos. Ainda compõem Maria Vitória (CE), Fernanda Jacob (DF), Lu Maya (AM), que são mais jovens ou não tiveram tanta visibilidade, ao menos desde Vitória, de onde foi feita a curadoria.

No mesmo dia das apresentações, às 20h, Aidê Malanquini entrevista ao vivo as diretoras das obras, em bate-papos que ficarão gravados no canal e disponíveis por tempo indeterminado. "Vai ser uma condução mais leve, nada muito formal, para conversar sobre o processo de pesquisa e trabalho de cada uma dessas diretoras. O trabalho de direção teatral é muito particular, tem métodos diversos. Também vamos saber mais sobre as pesquisas que motivaram cada uma, a concepção dos espetáculos, e ouvir a experiência delas enquanto mulheres artistas e os desafios para se consolidar como diretoras numa cena tão masculina", diz a organizadora. O público poderá participar com comentários e perguntas via YouTube.

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