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Sexta, 05 Junho 2020

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Pretaô participa de 'live' em apoio a comunidades das periferias

pretao_capa_divulgacao Divulgação

A arte tem servido para manter as pessoas em casa, ajudar a aliviar o peso de um momento mundial delicado e também para mobilizar em apoio às pessoas que mais precisam de ajuda na atual situação. No próximo domingo (24), às 18h, o grupo Pretaô é atração de uma "live" solidária, promovida no Instagram pela Fraternidade Periférica Unida, grupo que vem atuando no apoio a comunidades da Grande Vitória que tiveram a condição de vulnerabilidade agravada devido à Covid-19.

Na apresentação, o duo formado por Jairo Hortêncio e Jessica Vago promete um repertório com base na música popular e afrobrasileira. "Pretaô é um símbolo de representatividade preta. Traz em seu conceito criativo a junção da mulher preta e do homem preto formando o sentido da palavra, com o objetivo de fomentar e evidenciar o protagonismo e pertencimento do nosso povo, trazendo essa essência ancestral e agregando outras linguagens artísticas junto a música, dentre elas a dança, aplicando essa musicalidade também em performances experimentais artísticas".

O Pretaô existe há dois anos e tem participado de eventos reivindicativos com Sarau Palmarino, Agenda Mulher, Eu Pretx e das semanas contra o extermínio da juventude negra. Seus membros estão entre os integrantes da Fraternidade Periférica Unida, que vem articulando pessoas que desenvolvem atividades em diversas comunidades capixabas em áreas como arte e cultura, direitos humanos, ativismo negro e LGBTI+, entre outros.

"Para nós, que somos da periferia, poder fortalecer nossas regiões periféricas flui como um sentimento de dever em cumprimento. Esse trabalho desenvolvido pela fraternidade periférica traz esperança em meio a esse momento tão delicado em que vivemos", relata Jessica Vago.

Um dos integrantes da iniciativa, Stel Miranda explica que a Fraternidade Periférica Unida surgiu antes da crise da Covid-19 e se estruturava para ações diversas quando começou a pandemia. Diante da proporção do problema e a ameaça que representa para as comunidades periféricas, foco da ação da Fraternidade, a articulação iniciou a campanha Isolamento Solidário, mapeando locais em situação de vulnerabilidade extrema na Grande Vitória e se mobilizando para arrecadar e direcionar doações de alimentos, produtos de higiene e outros materiais necessários.

Em quase dois meses, suas ações já atingiram a Cidade de Deus, em Vila Velha; Flexal II em Cariacica; São Pedro, em Vitória; e iniciou atividades junto à comunidade Verona, em Viana. Stel estima que a campanha já doou mais de uma tonelada de alimentos, fora outros materiais doados "de favela para favela". Durante a "live" de domingo, o grupo vai estimular doações por meio do aplicativo PicPay para permitir compra de mais produtos materiais essenciais para essas famílias das comunidades.

Para o integrante da Fraternidade, as doações não são um fim da ação do grupo, ao contrário, representam um começo, já que estão trabalhando e fazendo levantamentos da situação em comunidades nas quais pretendem realizar oficinas e outras atividades após o fim do período de isolamento social.

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