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Sem papas na língua

Depois de engolir um papagaio, o gato de um rabino começou a falar e a questionar os dogmas da religião de seu dono. A história inusitada é o enredo da animação O Gato do Rabino, do diretor e ilustrador Joann Sfar, que adaptou os próprios quadrinhos para o cinema. A obra entra em cartaz no Cine Metropolis.

 

O gato sem nome, mas de muita personalidade, é apaixonada pela filha do dono, a bela Zlabya. Os dois se divertem lendo grandes obras da literatura como O Vermelho e o Negro (1830), de Stendhal. Mas com medo do gato falante ser uma má influencia para a filha, o rabino tenta de toda maneira afastá-los.

 
Para não se separar de sua amada, o felino aceita a condição de seu dono e começa a aprender mais sobre o judaísmo, mas sem deixar de contestar tudo que lhe é ensinado. Quando o rabino diz que o mundo foi criado por Deus há 5.700 anos, o gato responde que isso é um absurdo, pois o Caborno 14 prova que o mundo tem bilhões de anos.
 
Com diálogos interessantes como esse, a animação francesa é uma obra sobre religião que não visa à conversão e sim à educação. O Gato do Rabino venceu o César da categoria em 2011, além do Grand Prix de la Ville d'Angoulême, prêmio máximo do maior festival de quadrinhos  da Europa.
 
Serviço
O Gato do Rabino (Le chat du rabbin, França, 2011, 100 minutos, 12 anos)
 
Cine Metropolis: 17h e 19h.

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