Dali para o resto do mundo foi só uma questão de tempo
Com tantas divergências ameaçando nossa paz de espírito no momento atual, guerras e conflitos explodindo por toda parte, velhos atritos e novos tributos, disputas e disparidades, quem vai ser o rei ou o bobo da corte, tem um item que ninguém contesta: todos gostam de banana! Sem discriminação ou preconceito, ela combina com as três refeições diárias e vira tudo: doce, suco, mousse, sorvete, bananada, mariola, bolo, biscoito, suflê…só sofre quem não come.
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Dura pouco, mas rende muito. Crua, cozida, ou assada, o caroço é digestivo e até a casca tem utilidades inesperadas. Poucos sabem ou ouviram dizer, mas existe um Dia Internacional da Banana, essa fruta exótica enfeitando sua fruteira. E se tudo tem seu dia, por que não nossa imprescindível banana? No dia 10 de abril de 1633, o inglês Thomas Johnson vendeu as primeiras bananas para o mundo civilizado, ou seja, os ingleses. Daí para o resto do mundo foi só uma questão de tempo.
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Considerado o pai da botânica inglesa, Johnson publicou o livro Herbal’ em 1633, com 2 mil páginas e 2,9 mil fotos de plantas, entre elas a então desconhecida banana: “Cada um dos frutos estava verde, ainda não maduro, e do tamanho de um feijão grande, com cerca de 12 centímetros de comprimento e 4 centímetros de largura. O talo é curto, do tamanho de um dedo mindinho”. Acho que ele exagerou no tamanho do feijão. “Eles ficam pendurados com a cabeça para baixo, mas se você os virar para cima, parecem um barco. A casca se solta facilmente. A polpa é branca, macia e tenra, e se come um pouco como melão.”
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O livro que tornou a banana famosa no mundo todo ainda hoje é vendido e recomendado para estudo das plantas em geral. O nome original era “plantain”, que, em inglês, é usado apenas para a banana da Terra. O nome banana virou substantivo comum: Esse sujeito é um banana! Um certo gesto de braço muito usado antigamente era um xingamento: Dar uma banana para o mundo! A Chiquita Bacana ficou famosa vestida apenas com uma casca de banana nanica, e no chapéu da Carmem Miranda nunca faltaram bananas.
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As novas gerações desconhecem um serviço de utilidade pública fornecido pela banana: espetada na antena da TV, melhorava a imagem. Mas quem faz parte de qual geração? Baby-boomers, de 1946 a 1964; Geração X, de 1965 a 1980; Geração Millennial, de 1981 a 1996; Geração Z, de 1997 a 2012; Geração Alpha, de 2013 a 2025. Dois irmãos gêmeos nasceram com poucos minutos de diferença: um às 11h56 da noite de 31/12/1996, o outro no primeiro minuto de 1997…portanto, pertencem a duas gerações diferentes.
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O dia 12 de abril é do judeu Elie Wiesel, Nobel da Paz em 1986. Aos 15 anos ele foi levado para um campo de concentração, onde morreram seus pais e uma irmã. Elie dedicou sua vida ao esforço de paz no mundo, com muitos livros publicados e importantes honrarias recebidas mundo a fora. Ele disse: “O oposto de amor não é o ódio, mas a indiferença” – o mundo assistiu calado ao genocídio judeu na Alemanha de Hitler.

