Segunda, 27 Setembro 2021

Atividades online lembram Dia Mundial do Refugiado

Refugio_doc_divulgacao Divulgação/ Documentário Refúgio

O dia 20 de junho é reconhecido desde 2001 como Dia Mundial do Refugiado, pessoas que são forçadas a deixar suas casas e seus países por conta de guerras, conflitos armados e perseguições por motivações diversas.

O tema tem ganhado maior importância nos últimos anos no Espírito Santo e a data será lembrada com a realização da Semana do Refugiado, com uma série de atividades online mobilizadas pela Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM), que funciona na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

De terça até sábado serão realizadas "lives" com especialistas e pesquisadores do tema para abordar questões que envolvem os refugiados, além de exibição do documentário Refúgio, debates e um evento solidário.

Professora de Direito da universidade e coordenadora da CSVM/Ufes, Brunela Vicenzi lembra que nunca o mundo teve tantas pessoas em situação de migração forçada, somando-se cerca de 70 milhões de pessoas que migram por conta de dificuldades, sendo que 26 milhões são refugiados.

O Brasil abriga atualmente cerca de 12 mil refugiados e apesar de seu tamanho comparado como os vizinhos não é o país que mais acolhe pessoas nessa situação. "O Brasil ainda precisa dar maior contribuição à humanidade acolhendo mais pessoas e acolhendo melhor. Esse é o papel da Cátedra na Ufes, sensibilizar a sociedade e acolher melhor os refugiados", diz Brunela.

A CSVM/Ufes funciona desde 2015 como núcleo de pesquisa e extensão por meio de parceria da Ufes com a Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), tendo como base o Direito Internacional Humanitário. Atende em média cerca de 20 refugiados e 30 imigrantes estrangeiros, oferecendo-lhes apoio, e realiza atividades como aulas gratuitas de português e direitos com foco em refugiados e cursos de língua árabe, entre outras iniciativas como a Semana do Refugiado.

A Acnur Brasil também realiza uma série de atividades durante a semana, cuja programação pode ser conferida aqui. "Estas pessoas deixam tudo para trás, exceto a esperança. Mesmo em tempos de pandemia e incerteza, mantêm vivo o sonho de um futuro mais seguro", aponta a Acnur Brasil em homenagem aos refugiados.

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