Quinta, 20 Janeiro 2022

Ato em Vitória comemora 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos

Ato em Vitória comemora 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos

Os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Dia Internacional dos Direitos Humanos serão celebrados nesta segunda-feira (10), em Vitória, com um ato público na praça Costa Pereira, no Centro, com o tema "Resistir e (Re)existir", de 9h às 12h.



O evento é promovido pelo Conselho Municipal de Direitos Humanos e tem foco na população em situação de rua. Na programação, uma série de ações informativas, educativas e culturais. Entre elas, apresentação do Teatro do Oprimido e batalha de rimas. 



O Teatro irá abordar temas como enfrentamento ao racismo, violência contra a mulher e abuso e violência sexual contra crianças e adolescentes. Já a Batalha será promovida por MC´s, com temas alusivos aos Direitos Humanos.



Haverá ainda exposição de cartazes com diretrizes dos direitos da população em situação de rua, apresentação de ações elaboradas pelo Centro-Pop e por estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Prof. Admardo Serafim de Oliveira.



Durante o ato, os membros do conselho vão distribuir cópias da Declaração dos Direitos Humanos e, como parte do encerramento da atividade, será feito um abraço simbólico na praça Costa Pereira.



Sessão solene



A Declaração Universal também foi tema de uma sessão solene realizada na noite desta quinta-feira (6) na Assembleia Legislativa, quando ativistas afirmaram que, apesar de já terem se passado sete décadas, desde a aprovação da Declaração pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil ainda precisa avançar muito para ser considerado um país que cumpre, de fato, os direitos humanos.



A vice-reitora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ethel Maciel, defendeu que “é preciso construir políticas eficazes de promoção dos jovens, dos negros e dos índios e destacou a necessidade do enfrentamento da miséria em todo o país como indispensável para a promoção de justiça social”, segundo matéria publicada no site da Ales nesta sexta-feira (7). 



Ethel defendeu o fortalecimento da luta contra o feminicídio e contra todas as formas de violência contra a mulher nos esforços para inserir o Brasil na lista das nações avançadas na temática dos direitos humanos. E marcou posição contra a redução da maioridade penal, pois, em seu entendimento, quem deve ser punido são os criminosos que colocam as armas nas mãos de crianças e adolescentes.



“O Estado não arma esses adolescentes, quem arma é o crime, os traficantes de drogas e os assaltantes”. Para ela, “o Estado tem de combatê-los para que as armas não sejam colocadas nas mãos de nossas crianças e adolescentes”. 



Segundo a vice-reitora, permitir que as pessoas tenham porte de arma não é a solução para diminuir a violência. “Precisamos investir em educação e políticas sociais”, defendeu. 



O secretário de Estado dos Direitos Humanos, Leonardo Oggioni Cavalcanti de Miranda, também se posicionou contra a redução da maioridade penal e o armamento. 



Ele afirmou que o que é preciso é respeitar as leis do País, pois quem é contra os direitos humanos é contra a Constituição Federal, que prevê a proteção das crianças e dos adolescentes. 



Declaração



A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada e proclamada pela recém-criada ONU no dia 10 de dezembro de 1948. Possui 30 artigos, com o primeiro estabelecendo que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”. 

 

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