Quinta, 27 Janeiro 2022

​Correção da tabela de subsídio motiva manifestação de trabalhadores da saúde

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A correção da tabela de subsídio foi a reivindicação feita pelos servidores da saúde em uma manifestação em frente ao prédio da Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger), no Centro de Vitória, na manhã desta sexta-feira (5). Devido ao protesto, representantes do Sindicato dos Servidores da Saúde no Estado (Sindsaúde/ES) foram recebidos pelo subsecretário de Administração e Desenvolvimento de Pessoas, Charles Dias de Almeida, que assumiu compromisso de apresentar proposta de correção, mas não deu um prazo para isso.

Foto: Creare Comunicação

"Esperamos que de fato seja apresentado, e não fique somente na conversa", diz Elbia Miguel, diretora do Sindsaúde. As negociações para a correção da tabela de subsídio começaram no primeiro mandato do governador Renato Casagrande (PSB), entretanto, pararam no do ex-governador Paulo Hartung (sem partido), sendo retomadas em 2019, com a volta de Casagrande à gestão estadual.

O diretor do Sindsaúde, José Reinaldo dos Santos Alves, informa que a Seger reconheceu a necessidade de correção para as categorias de auxiliar de enfermagem, de serviços gerais e almoxarife, embora ainda não a tenha concretizado. Porém, a entidade reivindica que o mesmo seja feito para vigias e auxiliares administrativos e de serviços médicos.

Elbia afirma que o vale-alimentação dos trabalhadores, por exemplo, é de R$ 300,00 e está sem reajuste há mais de 10 anos.

A manifestação contou com apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT/ES), cuja presidente, Clemilde Cortes, defendeu que a reivindicação dos trabalhadores não é "um pedido de favor, mas um direito".

"Queremos que o governo atenda o pleito, pois os trabalhadores da saúde merecem muito mais do que aplausos. Se não fossem eles, em vez de 600 mil mortos por Covid-19 no Brasil, nós teríamos mais de um milhão. Aplauso não paga conta", afirmou.

José Reinaldo também destaca a atuação dos trabalhadores da saúde durante a pandemia. "A categoria não arredou o pé dos hospitais. Perdemos companheiros, pessoas de nosso convívio cotidiano. Somos primordiais para a saúde funcionar. Entendemos que o governo do Estado deve olhar para a gente com mais carinho", cobrou.

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