Quinta, 07 Julho 2022

Em greve há 11 dias, servidores do INSS participam de negociação em Brasília

previdencia_Foto_marcello_casal_jr Marcello Casal Junior/ABr

Trabalhadores do Instituto Nacional do Seguro Social do Espírito Santo (INSS) estão em Brasília para a mesa de negociação sobre as reivindicações da categoria, que está em greve desde 23 de abril, mas ainda não havia conseguido abertura de diálogo com o Governo Bolsonaro (PL). No Espírito Santo, as agências do INSS de Cariacica e Viana, na Grande Vitória; e Domingos Martins, na região serrana; encontram-se fechadas. As demais funcionam com atendimento parcial.

Compõem a mesa de negociação com o governo federal trabalhadores de todo o país. Eles reivindicam reposição de 19,99% nos salários, reestruturação da carreira, além de realização de concurso público e desburocratização dos serviços.

Já aconteceram reuniões nessa segunda-feira (2) e nesta terça-feira (3), entre os servidores e representantes do INSS. A próxima será nesta quinta-feira (5), contando também com a participação de representantes do Ministério da Economia e do Ministério da Previdência e Trabalho.

Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Estado do Espírito Santo (Sindprev/ES), Willian Aguiar, no diálogo desta terça-feira, o governo federal afirmou que fará a reestruturação da carreira, mas não apresentou nenhuma proposta nesse sentido. A categoria espera que no diálogo da próxima quinta-feira seja apresentada uma contraproposta mais concreta em relação a essa e às outras reivindicações. 

William informa que, de 2016 até agora, cerca de 14 mil servidores do INSS se aposentaram, causando um déficit no número de funcionários, uma vez que não há concurso desde 2013. No Espírito Santo, o déficit é de 600 profissionais. Uma das consequências disso, relata o dirigente sindical, é a demora na concessão de benefícios.

"Coisas que eram obtidas em um mês, agora, se a pessoa tiver sorte de dar entrada em uma agência com um déficit menor de funcionários, consegue em seis meses. Há casos de demora de dois, três anos para conseguir aposentadoria ou pensão, por exemplo", diz.

Ele destaca ainda a burocratização do serviço. Um exemplo é no caso da falta de documentos. De acordo com ele, antes, se faltasse algum, a pessoa era comunicada para encaminhá-lo e dar seguimento ao processo. Agora o beneficiário volta ao final da fila e reinicia todo o procedimento.

Orientações à população

A população receberá atendimento, sem necessidade de agendamento, na manhã desta quarta-feira (4), a partir das 7 horas, na rua em frente à Agência do INSS da avenida Beira-mar, em Vitória. A iniciativa faz parte do movimento grevista.

Qualquer pessoa pode ir ao local, onde será instalada uma tenda para que os servidores tirem dúvidas da população sobre direitos previdenciários: pensão por morte, auxílio-doença, Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), reabilitação profissional e a importância da senha do Meu INSS.

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