Sexta, 17 Setembro 2021

Em sua 18ª edição, Grito dos Excluídos contesta megaprojetos econômicos

Em sua 18ª edição, Grito dos Excluídos contesta megaprojetos econômicos

Há muitos anos, o dia da Independência do Brasil (7 de setembro) não é marcado apenas pelo desfile cívico oficial, que reunindo militares e representantes do poder público, traz a versão oficial da história da nação. No mesmo dia, grupos historicamente deslocados à margem da sociedade ocupam as ruas de Vitória – e de várias cidades do País – com danças, músicas e gritos de protesto.

 
O Grito dos Excluídos, que chega à sua 18ª edição neste ano, com o título “Queremos um Estado a serviço da Nação, que garanta direitos a toda a população”, se define como um conjunto de manifestações que visam chamar a atenção da sociedade para a crescente exclusão social da sociedade brasileira. Composto por igrejas, pastorais, movimentos sociais do campo e da cidade e diversas entidades, desta vez traz como tema o papel do Estado na garantia dos direitos da população.
 
 
A manifestação está marcada com concentração às 8h, no bairro Jesus de Nazaré. De lá, os participantes caminharão até a Assembleia Legislativa. A edição de 2012 tem como principal foco a submissão de políticas públicas a interesses de mercado e de grupos econômicos, argumentando como isso faz com que cidadãos tenham seus direitos fundamentais violados pelo próprio Estado. 
 
Um dos coordenadores do Grito dos Excluídos, Padre Kelder Figueira, diz que a expectativa para o ato deste ano é boa, em termos de mobilização dos movimentos sociais. Mais de 40 entidades irão compor a manifestação.
 
O Grito cita como agentes dessas exclusões sociais, mega-projetos econômicos como a transposição do Rio São Francisco e a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. No caso do Espírito Santo, ao mesmo tempo em que o Estado alcança níveis astronômicos em termos de desenvolvimento econômico, tendo como carro-chefe a exploração de petróleo, também lidera o índice nacional de homicídios de jovens e adolescentes, assim como o de violência contra mulheres, homossexuais e crianças.
 
Padre Kelder afirma que a importância de se debater a questão cresce ainda mais no Estado. “Para mim, a grande causa dos absurdos índices do Espírito Santo não é outra senão o fato de o Estado, ao invés se colocar a serviço do povo, prefere servir às grandes empresas”, afirma. Para ele, é o modelo econômico e político atual que faz com que existam contradições tão grandes em nossa sociedade.
 
Para que essa situação seja revertida, a manifestação reivindica a equiparação dos gastos públicos aos investimentos sociais, “destinando à população e aos movimentos sociais a mesma atenção dispensada aos grandes empresários”.
 
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