Segunda, 27 Setembro 2021

Estado registra mais que o dobro de homicídios de mulheres que a média brasileira

O Mapa da Violência 2012 foi atualizado com foco nos homicídios de mulheres no Brasil. O Espírito Santo, assim como nos homicídios de crianças e adolescentes, atingiu a liderança no ranking, registrando mais que o dobro da média brasileira em homicídios de mulheres por grupo de 100 mil habitantes.

 
O ano base para o cálculo do índice é 2010. Naquele ano foram registrados 9,8 homicídios de mulheres por 100 mil habitantes. O segundo lugar ficou com Alagoas, com 8,3 mortes violentas por 100 mil. A média do País é 4,6 homicídios por 100 mil, mais do que a metade registrada no Estado. 
 
Ao contrário do que se tenta incutir na população pelo governo estadual, a maioria das mortes de mulheres se dá na esfera doméstica, não sendo causadas em maioria pelo tráfico de drogas. 
 
De acordo com o Mapa da Violência, Vitória é a capital que mais registra homicídios de mulheres em todo o País com 13,2 mortes por 100 mil habitantes. O índice também é mais que o dobro da média das capitais do País, que foi de 5,4 homicídios por 100 mil. 
 
A Serra é o sétimo no ranking nacional em homicídios contra mulheres, e o que mais registra homicídios contra mulheres no Estado. A taxa registrada no município 19,7 homicídios por 100 mil habitantes. 
 
O fato de a maior parcela da violência contra mulheres ocorrer no âmbito familiar demonstra a necessidade de aumento na rede assistencial para atendimento de ocorrências de violência doméstica. O Estado ainda carece de aparelhamento e capacitação para prestar atendimento às mulheres agredidas. 
 
Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, veiculado pela EBC Serviços, a ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM) demonstrou preocupação com os altos índices de violência contra mulheres em Vitória, que classificou como violências cruéis. 
 
Ela salientou que a SPM firmou um Pacto de Enfrentamento à Violência contra a Mulher com o governo do Estado e que está fazendo a repactuação para ampliar a rede de proteção. O pacto consiste na construção e consolidação de uma rede de atendimento e de serviços, que inclui as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), casas-abrigo, Defensoria Pública e serviços de saúde.
 
Apesar de ter firmado o pacto com a secretaria, o Estado ainda não implantou o plantão nas Deams, que não funcionam aos fins de semana, nem 24 horas. 
 
As entidades de defesa dos direitos das mulheres também se queixam do fato de o atendimento nas Deams não ser capacitado e humanizado, o que acaba por inibir as denúncias de mulheres agredidas. A ministra também ressaltou que “a rede de atendimento na Grande Vitória, como em várias outras cidades, precisa ser reforçada e empoderada de recursos humanos qualificados para atender essas mulheres, e de recursos financeiros”.

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