Quinta, 18 Agosto 2022

Fejunes discute ações para prevenir o extermínio da juventude negra

O Fórum Estadual de Juventude Negra (Fejunes) vai realizar neste sábado (27) um grupo de estudo para discutir o Plano de Prevenção à Violência Contra a Juventude Negra, do governo federal, que deve ser implantado em breve no Estado. o programa piloto Juventude Viva foi lançado no dia 27 de setembro em Maceió, Alagoas, com o objetivo de combater a escalada de homicídio entre jovens negros de todo o País.

 
No Espírito Santo, deve contemplar os municípios de Cariacica, Serra, Vila Velha e Vitória, além de Linhares e São Mateus, no norte do Estado, considerados os mais violentos para jovens negros do Estado. 
 
O Plano é coordenado pela Secretaria Geral da Presidência da República, que tem a Secretaria Nacional de Juventude, e pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Os órgãos governamentais realizaram audiências públicas com movimentos sociais e entidades da sociedade civil para chegar ao Plano de Prevenção. 
 
Dentre as ações a serem desenvolvidas está a redução da vulnerabilidade dessa parcela da população, com a criação de oportunidades que assegurem a inclusão social e a autonomia desses jovens, além do aprimoramento da atuação do Estado para enfrentar o racismo institucional. 
 
De acordo com Mapa da Violência 2012, a Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV) é a quarta do País em taxa de homicídios, tendo registrado 68,6 mortes violentas por grupo de 100 mil habitantes. Já Vitória é a terceira capital mais violenta do Brasil, registrando 67,1 homicídios por 100 mil. 
 
Entre as pessoas com idades entre 15 e 24 anos, o Estado apresenta taxa de 116.7 mortes por 100 mil habitantes. Já o índice de vitimização – que representa a probabilidade de vitimização de negros em homicídios na localidade – chega a 268,7. 
 
No Estado, a taxa de homicídios de negros está em 63,2 mortes por 100 mil habitantes, enquanto a de brancos é de 17,1 por 100 mil, de acordo com o Mapa da Violência 2012. Considerando que dados do Ministério da Saúde apontam que 53% dos homicídios registrados no País vitimam jovens e que 75% destes jovens são negros, a realidade do Espírito Santo não é diferente.
 
Levando em conta que no Estado a maioria dos jovens assassinados está em regiões periféricas da Região Metropolitana, os altos índices de homicídios indicam a falta de políticas públicas que promovam a dignidade desta parcela da população. 

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