Sábado, 25 Junho 2022

Fejunes faz ‘vaquinha’ para Marcha contra o Extermínio da Juventude Negra

Fejunes faz ‘vaquinha’ para Marcha contra o Extermínio da Juventude Negra

O Fórum Estadual da Juventude Negra do ES (Fejunes) está organizando uma “vaquinha” eletrônica para viabilizar a XI Marcha contra o Extermínio da Juventude Negra do ES, que acontece no próximo dia 20, no Centro de Vitória.



O evento é produzido em conjunto com outros movimentos sociais e visa mobilizar a sociedade para cobrar medidas que possam reverter essa violência histórica, consolidando um processo de resistência em favor da transformação da realidade.



Sob o lema “Do luto à luta, o genocídio tem cor e endereço!”, a Marcha este ano promete reunir jovens da Grande Vitória, Aracruz, Santa Teresa e Colatina, além de pessoas de todas as cores, idades, credos e condições socioeconômicas que apoiem a causa. “Se você é antirracista, participe dessa marcha e dessa mobilização!”, convida Crislayne Zeferina, coordenadora do Fejunes.



A concentração para a Marcha começa às 14 horas em frente à Casa Porto, seguindo até o Palácio Anchieta e encerrando no Museu Capixaba do Negro (Mucane), com atividades culturais.



Além da Marcha, várias outras atividades políticas, culturais e educativas estarão ocorrendo ao longo do mes. A próxima é neste sábado (10), com o I Encontro Parem de Nos Matar. O objetivo é preparar um documento a ser entregue ao governador eleito, Renato Casagrande (PSB), com propostas para reduzir o extermínio.



Para o atual governador, o Fejunes e outros coletivos preparam uma pesquisa sobre tudo o que ele deixou de realizar nesse assunto. “O diálogo com o Governo Paulo Hartung sempre foi de policiamento e não de educação, cultura, entretenimento”, comenta Crislayne.



"Esse governo que nos exterminou e deixou muita mãe preta em depressão, sai com muitas marcas, do extermínio. Não só físico, mas psicológico também. Porque quando o governador nos fecha a porta ou quando faz uma escuta vazia, também é uma violência”, critica.



À tarde, o I Encontro terá a presença da advogada Deise Benedito, de Brasília, que é especialista em gênero, raça e direitos humanos e perita no Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT) e de Lula Rocha, do Círculo Palmarino/ES. Também haverá oficina de escrita criativa pra produção dos cartazes da Marcha.



No dia 17, o bairro de Santa Teresa, em Vitória, receberá o I Futebol Misto Antirracista, com bate-papo sobre a conjuntura política, com samba e péla égua. E no dia 27, fechando a programação haverá o Seminário Novembro é Consciência e o Resto é Racismo.



Já a programação nas escolas acontece ao longo do mês, com oficinas em escolas de Vitória, Vila Velha, Serra, Aracruz, Colatina e Santa Teresa. Em todas elas, a ideia é incentivar a participação na Marcha, mostrando a importância do evento e da adesão da juventude.



Penteado afro, turbante, escrita criativa, rodas de conversa sobre piadas racistas, entre outras. “As escolas que dizem o que querem fazer”, explica Crislayne, lembrando que essa parceria Fejunes e escolas conflui para o respeito à Lei nº 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas.



As atividades visam levar ao “reconhecimento como ser humano preto”, de “ter um corpo preto que é violentado a todo momento”, enfatiza. Uma questão com a Secretaria de Estado de Educação (Sedu) também estará sendo trabalhada pelo Fórum, que é a mudança da data de de provas do Programa de Avaliação da Educação Básica do Espírito Santo (PAEBES). “Vamos encaminhar uma carta à Sedu”, anuncia a ativista.

Veja mais notícias sobre Direitos.

Veja também:

 

Comentários:

Nenhum comentário feito ainda. Seja o primeiro a enviar um comentário
Visitante
Domingo, 26 Junho 2022

Ao aceitar, você acessará um serviço fornecido por terceiros externos a https://www.seculodiario.com.br/