Sexta, 27 Mai 2022

Grito dos Excluídos protesta contra privilégios, desigualdade e violência

Grito dos Excluídos protesta contra privilégios, desigualdade e violência

O 24º Grito dos Excluídos terá como tema “Vida em Primeiro Lugar! Desigualdade Gera Violência: Basta de Privilégios!”



Pela primeira vez na região da Terra Vermelha, em Vila Velha, o tradicional evento do dia 7 de setembro fará concentração na Praça de Riviera da Barra, às 8h. E promete ser “um grande encontro de celebração da vida”, nas palavras de Kelder José Brandão Figueira, da Paróquia Santa Teresa de Calcutá, no Território do Bem, um dos organizadores.



“Enquanto muitos se programam pra participar dos eventos organizados pelo Estado, cultuando as armas que geram violência, nós movimentos populares, sociais e sindicatos, organizamos o Grito dos Excluídos”, contextualiza.



Essa é a quarta vez que o Grito acontece na periferia da Grande Vitória, já tendo passado por São Pedro, Feu Rosa e Itararé. Durante muitos anos, o evento foi realizado ao redor de espaços simbólicos do poder, como o Palácio Anchieta, a Assembleia Legislativa e o Tribuna de Contas.



Independente do endereço, a intenção continua a mesma: dar voz aos setores oprimidos da sociedade, vencendo a resistência imposta por forças que tentam “ignorar, amordaçar e impedir” que o Grito aconteça.



Quais são essas forças? “Todas as pessoas e instituições que se sentem ameaçadas pelos excluídos quando eles vão às ruas. Todas as pessoas que estão acomodadas em seus gabinetes, nos corredores dos palácios, nas sacristias, e que se recusam a encarar a realidade que foi construída ao longo dos anos, de um sistema que nega a vida e a dignidade das pessoas”, explica o padre.



O 1º Grito dos Excluídos foi em 1995, fruto de uma Campanha da Fraternidade. Inicialmente organizado pelo departamento de Pastoral da Arquidiocese de Vitória e realizado em paralelo ao desfile oficial do 7 de Setembro, o evento foi, ao longo dos anos, sendo desvinculado e incorporado à agenda de outras organizações e hoje é realizado por mais de vinte entidades.



“Hoje ele está mais forte”, assevera Padre Kelder. “Venha você também juntar a sua voz, soltar o seu grito, pra que haja igualdade e justiça no nosso país”, convida.

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