Sexta, 17 Setembro 2021

Lives e atrações culturais em comemoração ao mês da Visibilidade Lésbica

marcha_sapatao_CreditosFaceSantaSapataria Facebook/Santa Sapataria

Debater dentro e fora do movimento LGBT+ sobre a necessidade de garantir às mulheres lésbicas o direito de ter voz, além de celebrar suas vidas. Esses são alguns dos objetivos da programação preparada pela Santa Sapataria por ocasião do mês da Visibilidade Lésbica. "A mulher já é oprimida por ser mulher, e mais ainda quando é lésbica e negra. Até mesmo dentro do Movimento LGBT+, o poder, a voz, estão com os homens gays", diz a integrante da Santa Sapataria, Carolina Maria. 

O coletivo de mulheres lésbicas e de militância social preparou uma programação cuja centralidade são as vivências das mulheres lésbicas, como informa Carolina. A atividade, que começou em seis de agosto, conta com uma série de lives semanais no Instagram, que acontecerão todas as quintas-feiras, além de uma programação cultural online em 29 de agosto, quando seria realizada a III Marcha da Visibilidade Lésbica, impossibilitada de ocupar as ruas devido à pandemia da Covid-19. 

A próxima live, nesta quinta (13), terá como tema "Preta e Caminhão". As convidadas para abordar o assunto são Jamine, do instagram Preta Caminhão; e Wakyla, integrante da Santa Sapataria. A live abordará "as experiências de ser mulher negra e caminhoneira". Carol explica que o termo caminhoneira é utilizado pejorativamente por muitas pessoas para discriminar a mulher que não se enquadra nos padrões de feminilidade que a sociedade impõe, por exemplo, por meio das vestimentas. 

Entretanto, afirma, as lésbicas têm ressignificado o termo, sendo o padrão de feminilidade e, também, de negritude, o centro do debate. "Nós até utilizamos esse termo, pois não é vergonha não ter feminilidade", destaca.

A live do dia 20 de agosto terá como tema "Sapatonas na ciência: a gente tá em todos os lugares!", a respeito da produção científica de e sobre mulheres lésbicas. As debatedoras serão Sophia Rosa, residente em Gestão da Atenção Básica da Fiocruz; Leiner Hoki, escritora e artista visual; e a psicóloga e integrante da Santa Sapataria, Gabriela Boldrini.

A quarta live, no dia 27, será sobre "Arte, cultura e resistência!", com um diálogo sobre a trajetória artística de duas mulheres em produção no Espírito Santo: a produtora cultural Amanda Brommonschenkel e Tina Moreira, da Rá-Tim-Bum Produções. Elas falarão sobre "como é ser sapatão no compartilhamento de sentidos por meio da arte, modos de fazer, pautas de seus trabalhos, circulação das produções e memória". 

A programação se encerra no dia 29 com apresentações culturais online que contemplarão os mais diversos ramos da arte. De acordo com Carolina, duas datas significativas fazem de agosto o mês da Visibilidade Lésbica. Uma é o dia 19, quando se comemora o Dia Nacional do Orgulho Lésbico, instituído em 1983, após militantes lésbicas terem feito protestos em um bar de São Paulo contra agressões lesbofóbicas. A outra é 29, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, pois nessa data, em 1996, aconteceu o 1º Seminário Nacional de Lésbicas (Senale).

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