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Quarta, 25 Novembro 2020

Grupo defende participação feminina na ciência, política e luta estudantil

yasmin_spiegel_CreditosDivulgao Divulgação

Silenciamento das vozes das mulheres desde a infância e apagamento da memória daquelas que se destacaram em diversos setores são alguns dos fatores que fazem com que elas não estejam em maior número em diversos espaços, afirma Yasmin Spiegel, integrante do Rebele-se, grupo de estudantes secundaristas que realizará, entre os dias 20 e 22 deste mês, o Congresso VozES. Trata-se de um encontro de meninas estudantes que debaterá a necessidade de mais meninas na ciência, na política e na educação. 

Para Yasmin, uma das provas do silenciamento das meninas e de sua ausência em vários espaços é o resultado das eleições 2020, pois, na Grande Vitória, o número de mulheres eleitas vereadoras foi reduzido, sendo duas na Serra, uma em Vila Velha e nenhuma em Cariacica. Além disso, das três cidades onde haverá segundo turno, somente em Cariacica uma mulher permanece na disputa pela prefeitura, sendo que no primeiro turno somente São Domingos do Norte, no norte do estado, elegeu uma mulher à prefeitura.

Yasmin defende que, ao dar voz às meninas, cria-se possibilidade de, no futuro, mudar essa realidade. "O que aconteceu foi mais do mesmo: homens, brancos, com carreira política consolidada", ressalta. Ela acredita que eleger mulheres é uma forma de consolidar políticas públicas para esse grupo. No movimento estudantil, também é apontada a reduzida inserção das meninas em um espaço que, assim como as câmaras e prefeituras, por exemplo, é de debate e luta por direitos. 

Outra realidade apontada como excludente é a das mulheres ne ciência, já que, segundo pesquisa feita pelo Rebele-se, apenas 35% dos estudantes de matemática e tecnologias são mulheres, havendo, ainda, o apagamento da memória de mulheres que se destacaram, a exemplo de Ada Lovelace, matemática que criou o primeiro algorítimo processado por uma máquina, sendo a primeira programadora da história. 

Congresso VozES

O evento, que está em sua primeira edição e será virtual, já encerrou as inscrições, mas os interessados podem assistir as palestras e rodas de conversa por meio de lives no YouTube. As oficinas serão restritas aos inscritos. De acordo com Yasmin, o público-alvo são mulheres de 13 a 18 anos, mas de outras faixas etárias também podem participar, havendo, inclusive, inscrições de homens interessados no evento. 

A programação começa nesta sexta-feira (20), às 18h, com a palestra "Os desafios de ser mulher na área do Stem". Stem é a sigla que, em português, significa Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, reunindo conhecimentos dessas quatro áreas. 

As atividades se encerram no dia 22 e contarão com outras palestras, cujos temas são "Lideranças Femininas no Cenário Estudantil" e "A História da Nossa Voz no Espírito Santo". Haverá também oficinas de Beleza Negra, Colagem, Oratória, Programação e Sexualidade. As rodas de conversa terão as seguintes temáticas: "Relacionamento Abusivo" e Sexualização do Corpo Feminino. 

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