Quinta, 11 Agosto 2022

Operação Derrama gera consequências que não agradam aos leitores

 

A semana foi de mais movimentação em torno da Operação Derrama, que investiga fraudes fiscais nas prefeituras do Estado. No entanto, um personagem no rol daqueles que tiveram o nome envolvido nas investigações se destacou. O deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM) foi reconduzido à presidência da Assembleia Legislativa nesta sexta-feira (1). 
 
A trajetória de Ferraço foi contada na edição do último sábado (26). O leitor Ronaldo Cerqueira comentou que era tempo de acabar com o que chamou de coronelismo no Estado e Antônio Cerqueira lembrou das mordomias a que os detidos na Operação Derrama têm direito no Quartel do Comando Geral (QCG), em Maruípe. 
 




 
Os delegados do Núcleo de Operações Criminosas e Combate à Corrupção (Nurocc), responsáveis pelas investigações da Operação Derrama, entregaram um documento ao relator do processo no Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Ronaldo Gonçalves de Sousa, rebatendo o parecer do procurador-geral de Justiça, Eder Pontes, que tentou desqualificar o inquérito da polícia. 
 
Entre os pontos abordados no documento de 25 páginas, os delegados esclarecem ao desembargador que diversos documentos solicitados pelo procurador-chefe do Ministério Público Estadual (MPES) já haviam sido entregues ao órgão.
 
William Oliveira cobrou do governador mais cautela ao indicar o possível próximo chefe do MPES. Já Paulo Balbino sugeriu que os delegados abrissem a investigação da Derrama para a imprensa de fora do Estado.
 




 
A Derrama também pode enfraquecer a campanha a PEC 37, que tramita no Congresso Nacional. A proposta restringe a atuação do Ministério Público em investigações criminais, cuja responsabilidade cabe apenas às policias judiciárias. 
 
No final do ano passado, os representantes dos MPs de todo País – entre eles, o chefe da instituição no Espírito Santo – iniciaram uma campanha para fazer lobby em Brasília contra a aprovação da proposta batizada de “PEC da Impunidade”. Uma das alegações é de que a proposta colocaria em risco o poder de investigação por parte dos membros ministeriais. O discurso indica a possibilidade de impunidade em casos apurados fora da instituição.
 
Margaret Coelho comentou que, caso as investigações ficassem a cargo exclusivamente do MP o resultado seria a lentidão. 
 
 
Na sexta-feira Theodorico Ferraço foi reeleito à presidência da Assembleia. O fato não foi visto com bons olhos pelos leitores. O leitor Rodrigo comentou que, mesmo em uma sociedade democrática, pessoas sérias não conseguem chegar ao poder e ainda sugere uma solução para esse conflito. 
 

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