Os servidores públicos que permanecem em vigília permanente no Palácio da Fonte Grande, sede administrativa do governo estadual, promovem um “arraiá” nesta quarta-feira (23) no local. Em protesto, os servidores filiados ao Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos) estão organizando uma “quadrilha”, em alusão aos fichas-sujas acolhidos pelo atual governo que, para a entidade, trazem ineficiência à gestão, afetando diretamente a valorização do servidor.
A vigília permanente foi iniciada na última segunda-feira (15) com o objetivo de cobrar resposta imediata do governo a respeito das demandas da categoria. O funcionalismo considera que o governador Renato Casagrande está protelando a implementação de uma política de valorização dos servidores, tornando insuportável aceitar novos prazos.
Até o momento não houve qualquer sinalização do governo em atender aos servidores. No entanto, extra-oficialmente existe a informação de que o governo marcaria uma reunião para quarta-feira (24). Os servidores, por outro lado, se recusam a ter mais uma reunião, depois de tantas outras sem resultado prático, e querem a apresentação de documentos que atendam às reivindicações da categoria, principalmente as que se referem aos planos de carreira.
O Sindipúblicos alega que a Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger) está falida de profissionais para atender às demandas reprimidas. A entidade vem há anos denunciando e cobrando a necessidade de concursos públicos, mas o que se vê é o aumento no déficit de servidores.
O sindicato lembra também que a Seger, independente de qual seja o secretário de gestão, promove inúmeras reuniões, ao contrário de negociações, criando um ambiente de protelação, descumprindo prazos ou colocando os assessores para justificar o não cumprimento dos acordos.
Iases
Os servidores do Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases) fizeram um protesto na manhã desta terça-feira (22) em frente ao Palácio Anchieta.
As reivindicações dos agentes, membros do Sindicato dos Servidores do Sistema Socioeducativo (Sinases) passam pela redução na jornada de trabalho – que é considerada exaustiva –, mudança na escala, elaboração de um plano de carreira, além de mais segurança nas unidades de atendimento, que estão superlotadas.
A categoria se concentrou em frente ao Palácio para cobrar diretamente do governador Renato Casagrande. Depois de protestarem a manhã inteira os servidores foram recebidos pela subsecretária de Movimentos Sociais Leonor Araújo, que recebeu a pauta dos trabalhadores.
O sindicato informou que vai aguardar um posicionamento do governo até a próxima sexta-feira (26). Caso o governo não abra uma rodada de negociação, o Sinases promete retomar os protestos ou convocar uma paralisação.